STF afasta prefeito de Macapá por suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro - Estado do Pará Online

STF afasta prefeito de Macapá por suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro

Decisão ocorre na segunda fase da operação Paroxismo, da Polícia Federal, que investiga contrato de cerca de R$ 69 milhões para construção do Hospital Geral Municipal

Policial federal e prefeito de Macapá Dr. Furlan
Reprodução/Redes Sociais

O prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), e o vice-prefeito Mário Neto foram afastados dos cargos nesta quarta-feira (04), por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da segunda fase da operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados à obra do Hospital Geral Municipal de Macapá.

A decisão determina o afastamento dos gestores por 60 dias e foi adotada porque o caso envolve recursos provenientes de emendas parlamentares federais, o que levou o processo à competência do STF. A medida também atinge outros servidores investigados.

Contrato do hospital é alvo da investigação

Segundo a Polícia Federal, há indícios de um esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento do processo licitatório e ao desvio de recursos destinados à construção da unidade hospitalar.

O contrato investigado foi firmado em maio de 2024, no valor aproximado de R$ 69 milhões, para o projeto de engenharia e execução das obras do hospital. De acordo com os investigadores, o esquema também pode envolver pagamento de propinas e mecanismos de lavagem de dinheiro ligados à execução do contrato.

A PF apura ainda possíveis movimentações financeiras suspeitas e repasses irregulares relacionados ao contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.

Operação cumpre mandados em três capitais

Nesta segunda fase da operação Paroxismo, a Polícia Federal cumpre 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

O objetivo da nova etapa, segundo a PF, é aprofundar a coleta de provas sobre o possível direcionamento da licitação e o fluxo dos recursos públicos envolvidos na obra do hospital.

A primeira fase da operação foi deflagrada em setembro de 2025, quando foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Macapá e dois em Belém. Na ocasião, a Polícia Federal já apontava indícios de irregularidades no processo de contratação da obra.

Até a última atualização desta reportagem, Antônio Furlan e o vice-prefeito Mário Neto ainda não haviam se manifestado publicamente sobre o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal. A defesa dos investigados também não havia divulgado posicionamento.

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