Servidores da assistência social negam invasão da Funpapa e contestam versão da Prefeitura de Belém - Estado do Pará Online

Servidores da assistência social negam invasão da Funpapa e contestam versão da Prefeitura de Belém

Nota do sindicato afirma que entrada no prédio foi pacífica e critica tentativa de responsabilizar movimento por falhas administrativas da gestão no atraso de salários

Trabalhadores dizem que ato foi pacífico, houve pedidos formais de diálogo e que sistemas de pagamento funcionam fora da sede. (Foto: reprodução)

Servidores da Fundação Papa João XXIII (Funpapa) divulgaram, nesta sexta-feira (20), uma nota pública em resposta à matéria na qual a Prefeitura de Belém afirma que a ocupação do prédio da fundação poderia provocar atraso no pagamento dos salários.

No comunicado, o Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único da Assistência Social da Funpapa afirma que não houve invasão. Segundo a entidade, a entrada ocorreu pela porta principal, em horário comercial e sem uso de força, com o objetivo de cobrar a realização de uma reunião previamente solicitada à gestão municipal.

Nota do sindicato afirma que folha não é processada no prédio ocupado e cobra abertura de negociação com a gestão municipal

Os servidores informam ainda que tentaram, de forma reiterada, abrir diálogo com o Executivo municipal por meio de ofícios e solicitações formais para instalação de uma mesa de negociação sobre a pauta da Assistência Social. De acordo com a nota, houve indicação de representantes para um grupo de trabalho sugerido pela própria gestão, mas o processo não prosseguiu. Outro ponto destacado é que a folha de pagamento não é processada na sede administrativa da Funpapa. Conforme o sindicato, os dados são encaminhados à BelemDigital, responsável pelos sistemas da Prefeitura de Belém, o que, na avaliação dos servidores, inviabiliza a relação entre a ocupação e eventual atraso salarial.

Na nota, o sindicato afirma que a mobilização ocorre em área administrativa do prédio, sem atendimento ao público, e reforça que a responsabilidade por possíveis atrasos não pode ser atribuída ao movimento. A entidade declara ainda que segue aberta ao diálogo e reafirma a defesa da política pública de Assistência Social e dos direitos dos servidores e da população atendida.

O portal Estado do Pará On-line (EPOL) entrou em contato com a prefeitura de Belém e ainda aguarda um retorno.

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