Um levantamento apresentado pela Polícia Civil do Pará revelou que seis em cada dez crimes cibernéticos registrados no estado estão relacionados ao golpe do “falso advogado” — uma fraude que vem se expandindo nas redes sociais e aplicativos de mensagem. O dado foi divulgado durante um debate promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA), que reuniu representantes da segurança pública, advogados e especialistas em direito digital, na noite de ontem (20), em Belém.
Dado foi apresentado durante debate promovido pela OAB-PA sobre o aumento de fraudes virtuais e estratégias de enfrentamento. pic.twitter.com/8TcWY64GSr
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) October 21, 2025
Participaram do encontro o delegado Ian Felipe e a delegada Jacyara Sarges, diretora da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil. Eles explicaram que o golpe é aplicado por criminosos que se passam por advogados, prometendo resolver processos judiciais, dívidas ou indenizações mediante pagamento antecipado de honorários falsos.
Muitos casos começam com o contato das vítimas por aplicativos de mensagem, usando indevidamente nomes, fotos e até registros reais de profissionais da advocacia.
“Hoje, de cada dez registros que chegam à Divisão de Crimes Cibernéticos, seis estão relacionados a esse golpe. É um número preocupante, que mostra como os criminosos têm se aproveitado da credibilidade da advocacia para aplicar fraudes”, alertou a delegada Jacyara Sarges.
O delegado Ian Felipe destacou que o enfrentamento ao golpe depende de informação e agilidade na denúncia.
“É importante que as vítimas procurem imediatamente a polícia e a OAB para verificar a autenticidade dos profissionais. A rapidez da comunicação pode evitar que outras pessoas caiam no mesmo esquema”, afirmou.
O presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, reforçou que a instituição já iniciou conversas com a Polícia Civil e órgãos de comunicação para desenvolver ações concretas de prevenção.“Estamos trabalhando para lançar uma campanha ampla de conscientização nos meios de comunicação, alertando a população sobre como identificar um advogado registrado. Também estamos estudando a criação de grupos seguros de contato entre clientes e advogados com registro profissional validado pela OAB, para garantir mais transparência nas relações”, explicou.
Durante o debate, também foram discutidas formas de verificar a autenticidade de profissionais no site da OAB e práticas seguras para evitar fraudes digitais. A entidade informou que pretende lançar, nos próximos dias, uma cartilha educativa sobre segurança digital e responsabilidade profissional.












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