Seis em cada dez crimes cibernéticos registrados no Pará estão ligados ao golpe do “falso advogado”, aponta Polícia Civil - Estado do Pará Online

Seis em cada dez crimes cibernéticos registrados no Pará estão ligados ao golpe do “falso advogado”, aponta Polícia Civil

Informação foi apresentada durante debate promovido pela OAB-PA sobre fraudes digitais e medidas de prevenção

Um levantamento apresentado pela Polícia Civil do Pará revelou que seis em cada dez crimes cibernéticos registrados no estado estão relacionados ao golpe do “falso advogado” — uma fraude que vem se expandindo nas redes sociais e aplicativos de mensagem. O dado foi divulgado durante um debate promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA), que reuniu representantes da segurança pública, advogados e especialistas em direito digital, na noite de ontem (20), em Belém.

Participaram do encontro o delegado Ian Felipe e a delegada Jacyara Sarges, diretora da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil. Eles explicaram que o golpe é aplicado por criminosos que se passam por advogados, prometendo resolver processos judiciais, dívidas ou indenizações mediante pagamento antecipado de honorários falsos.
Muitos casos começam com o contato das vítimas por aplicativos de mensagem, usando indevidamente nomes, fotos e até registros reais de profissionais da advocacia.

“Hoje, de cada dez registros que chegam à Divisão de Crimes Cibernéticos, seis estão relacionados a esse golpe. É um número preocupante, que mostra como os criminosos têm se aproveitado da credibilidade da advocacia para aplicar fraudes”, alertou a delegada Jacyara Sarges.

O delegado Ian Felipe destacou que o enfrentamento ao golpe depende de informação e agilidade na denúncia.

“É importante que as vítimas procurem imediatamente a polícia e a OAB para verificar a autenticidade dos profissionais. A rapidez da comunicação pode evitar que outras pessoas caiam no mesmo esquema”, afirmou.

O presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, reforçou que a instituição já iniciou conversas com a Polícia Civil e órgãos de comunicação para desenvolver ações concretas de prevenção.“Estamos trabalhando para lançar uma campanha ampla de conscientização nos meios de comunicação, alertando a população sobre como identificar um advogado registrado. Também estamos estudando a criação de grupos seguros de contato entre clientes e advogados com registro profissional validado pela OAB, para garantir mais transparência nas relações”, explicou.

Durante o debate, também foram discutidas formas de verificar a autenticidade de profissionais no site da OAB e práticas seguras para evitar fraudes digitais. A entidade informou que pretende lançar, nos próximos dias, uma cartilha educativa sobre segurança digital e responsabilidade profissional.