Projeto leva rede de proteção da infância às escolas de Belém - Estado do Pará Online

Projeto leva rede de proteção da infância às escolas de Belém

Iniciativa aproxima educadores da rede de proteção e amplia o debate sobre direitos, saúde mental e enfrentamento ao racismo no ambiente escolar

Gestores e educadores do Colégio Gentil Bittencourt receberam, na última sexta-feira (20), uma ação que colocou a proteção da infância e da juventude no centro das discussões. No auditório da escola, foi apresentado o projeto “Juizado Vai à Escola”, ao lado de outras iniciativas voltadas ao fortalecimento dos direitos de crianças e adolescentes.

A atividade nasceu da parceria entre a 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém e as Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de Belém, reunindo representantes do Judiciário, do Ministério Público e da comunidade escolar.

O encontro teve como foco aprofundar o diálogo interinstitucional e ampliar o entendimento sobre como funciona a rede de proteção dentro e fora das escolas, especialmente em situações que envolvem violações de direitos.

Durante as exposições, as promotoras de Justiça Sintia Maradei e Albely Lobato destacaram o papel do Ministério Público na área protetiva e reforçaram que a atuação integrada entre escola, Judiciário e MP é decisiva para prevenir violações, enfrentar o racismo, o bullying e reduzir desigualdades que atingem crianças e adolescentes.

A programação também contou com a participação da promotora Maria José Vieira, coordenadora do Núcleo de Defesa Animal, além de professores, gestores educacionais e representantes do Juizado da Infância e Juventude de Belém.

Em sua fala, a juíza Rubilene detalhou a competência da Vara Protetiva da Infância e Juventude, explicando como são aplicadas medidas de proteção e de acompanhamento em casos que envolvem a garantia de direitos infantojuvenis.

O debate foi ampliado com a palestra do psicólogo Luís Bernardo, que abordou o tema “Saúde Mental no Ambiente Escolar e a Geração Ansiosa”. Ele chamou atenção para os impactos das redes sociais, da pressão por desempenho e da necessidade de acolhimento, escuta qualificada e ações preventivas envolvendo escola e família.

A iniciativa reforça a escola como espaço estratégico não apenas de ensino, mas também de promoção de direitos, cuidado emocional e proteção integral de crianças e adolescentes.

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