Três policiais militares foram presos nesta quinta-feira (5) após serem denunciados pelo Ministério Público por participação em um roubo a ônibus no Arco Metropolitano, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, os agentes se apropriaram de 11 celulares enquanto estavam fardados e em serviço, causando prejuízo estimado em mais de R$ 100 mil.
De acordo com informações do Jornal Extra, no dia 10 de maio do ano passado, os policiais atuavam no Destacamento de Polícia de Jardim Primavera quando abordaram um ônibus de turismo. Eles chegaram em uma viatura com a sirene desligada, acompanhados de outro veículo com quatro pessoas à paisana ainda não identificadas.
Inicialmente, revistaram o bagageiro sem localizar irregularidades, mas ao verificar os passageiros, encontraram os 11 aparelhos transportados por dois comerciantes de São Paulo que seguiam para Campos dos Goytacazes.
Testemunhas relataram que os agentes exigiram os celulares alegando falta de nota fiscal e se recusaram a encaminhar passageiros e aparelhos à delegacia. Uma das vítimas disse: “Quando eles viram os telefones, pegaram todos. Liguei para o dono da mercadoria, ele mostrou a nota, mas não adiantou nada. Levaram tudo.”
A investigação identificou que os policiais estavam sem câmeras corporais durante a ação, mas o GPS da viatura comprovou a presença deles no local e horário do crime. Dos 11 celulares, dois foram recuperados com um dos agentes e sua esposa, enquanto os demais serão devolvidos após notificação dos atuais possuidores.
O caso foi inicialmente investigado pela Corregedoria da PM, que detectou indícios de crime militar e encaminhou o processo ao Ministério Público. O Tribunal de Justiça transformou a denúncia em ação penal e decretou a prisão preventiva dos réus. O juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga destacou que os policiais estão sob investigação por outros delitos semelhantes.
Testemunhas apontaram que um mês antes, comerciantes que seguiam para Campos dos Goytacazes foram abordados na altura de Seropédica por policiais militares, que teriam exigido R$ 30 mil para não apreender uma carga de celulares, reforçando suspeitas de padrão criminoso.
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