Quase seis meses após a realização da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, a Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ainda não recebeu imagens das câmeras corporais de policiais militares que atuaram na ação, considerada uma das mais letais do estado.
A informação consta em ofício encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes. No documento, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também solicitou a ampliação do prazo para conclusão da perícia do material já disponível.
Segundo a corporação, uma equipe com 10 peritos trabalha na análise de mais de 400 horas de gravações enviadas pela Polícia Civil. O volume e a complexidade do conteúdo, no entanto, tornam inviável o cumprimento do prazo inicial de 15 dias, levando o órgão a pedir 90 dias para finalizar o trabalho.
A PF informou ainda que, até agora, teve acesso apenas a imagens de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de outras unidades da Polícia Civil. Já os registros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que concentrou o maior efetivo durante a operação, ainda não foram encaminhados.
De acordo com o órgão, o envio dessas imagens é essencial para o avanço das investigações e para a conclusão da perícia que será anexada ao processo em tramitação no STF.
Operação deixou 122 mortos
A Operação Contenção foi realizada em 28 de novembro de 2025, nos complexos do Alemão e da Penha. Ao todo, 122 pessoas morreram, incluindo cinco policiais.
Após a ação, o STF determinou ao governo do Rio de Janeiro a preservação das imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes, além do envio da relação dos policiais que fizeram uso dos equipamentos.
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