A Escola de Samba da Matinha foi a primeira agremiação a entrar na avenida no segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de Belém, neste sábado (28), na Aldeia Amazônica. Com o enredo “Iá! É na Matinha que a Padilha vai girar!”, a escola levou para a passarela uma narrativa marcada por religiosidade, resistência e protagonismo feminino.
A proposta destacou a força simbólica de Maria Padilha, figura presente nas tradições de matriz africana, ressaltando sua representatividade histórica, cultural e espiritual. Alegorias e fantasias traduziram essa trajetória, enquanto o samba-enredo reforçou a mensagem de empoderamento e ancestralidade.
Além da grandiosidade estética, foram os pequenos sambistas que roubaram a cena. Em diversas alas, crianças da comunidade desfilaram com desenvoltura, dançando e sorrindo durante todo o percurso. A presença dos jovens integrantes evidenciou a integração da comunidade com a escola desde cedo e reforçou o sentimento de pertencimento e continuidade da tradição carnavalesca.
A Escola de Samba da Matinha abriu o segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de Belém, neste sábado (28), na Aldeia Amazônica, com o enredo “Iá! É na Matinha que a Padilha vai girar!”. pic.twitter.com/R5EEQ1cWAT
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) March 1, 2026
Segundo a direção da agremiação, a construção do desfile envolveu meses de planejamento e mobilização. A diretora Keityanne Pimentel explicou que a escolha do enredo buscou resgatar a verdadeira essência de Maria Padilha. “O enredo abordou a força da mulher e o empoderamento feminino, ressaltando a importância da mulher na sociedade. Maria Padilha possui uma história rica e, muitas vezes, mal interpretada. Na verdade, ela representou força, ancestralidade e a capacidade da mulher de se posicionar, de ter poder, elegância e ser quem desejasse”, destacou.
Com forte presença da comunidade, a Matinha reforçou seu vínculo histórico com o bairro e com o Carnaval da capital paraense. Integrantes e apoiadores acompanharam cada detalhe da apresentação, celebrando a cultura popular e mantendo viva a tradição do samba em Belém.
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