O Paysandu anunciou neste sábado (21) que entrou com pedido de recuperação judicial, deferido pelo Tribunal de Justiça do Pará na última sexta-feira (20). A iniciativa visa renegociar uma dívida estimada em pouco mais de R$ 16 milhões, envolvendo R$ 5 milhões em questões trabalhistas e o restante em débitos cíveis.
Em entrevista coletiva, o presidente do clube, Márcio Tuma, explicou que o processo foi planejado com antecedência e ressaltou que a medida é semelhante à adotada por outros clubes brasileiros em situação financeira delicada, como Cruzeiro, Chapecoense e Coritiba.
“Tivemos 30 dias para preparar o pedido com segurança e sem comprometer os custeios do clube. A recuperação judicial não é novidade no futebol e tem se mostrado um instrumento eficaz para reorganização financeira”, disse Tuma, ao lado do diretor jurídico Bruno Castro e de Ícaro Sereni, do departamento de futebol.
O presidente afirmou que, em até 60 dias, o clube apresentará um plano detalhado para equacionar os débitos acumulados ao longo de vários anos. “Este é um divisor de águas para o Paysandu. Não se trata apenas de quitar débitos recentes, mas de resolver pendências históricas sem comprometer as operações atuais do clube”, destacou.
Para conduzir o processo, o Paysandu contratou os advogados Felipe Lollato e Francisco Rangel Effting, especializados em recuperação judicial de clubes e responsáveis pelos processos de Chapecoense e Coritiba. Segundo Tuma, a escolha do escritório traz experiência e segurança ao procedimento, acelerando os primeiros resultados.
O dirigente reforçou que a medida segue a estratégia iniciada logo após assumir a presidência, em dezembro de 2025, quando já havia sinalizado a busca por soluções para reduzir o passivo financeiro do clube sem comprometer suas atividades.
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