Passaporte de Eliza Samudio reaparece na Europa 15 anos após o crime - Estado do Pará Online

Passaporte de Eliza Samudio reaparece na Europa 15 anos após o crime

Documento original foi encontrado em Portugal e entregue ao Consulado Brasileiro, reacendendo dúvidas sobre o caso

Foto: Reprodução

Um passaporte pertencente a Eliza Samudio, assassinada em 2010, foi localizado em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. O reaparecimento do documento, quinze anos após o crime, voltou a gerar questionamentos sobre um dos casos mais conhecidos da crônica policial brasileira.

Segundo informações confirmadas pelo consulado, o passaporte é autêntico e foi comunicado oficialmente ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. O Itamaraty deve definir quais providências serão adotadas a partir do achado.

O documento foi encontrado no fim de 2025 em um apartamento alugado, guardado em uma estante junto a livros. O morador que localizou o passaporte afirmou que decidiu entregá-lo às autoridades brasileiras assim que percebeu do que se tratava, evitando qualquer tipo de especulação ou uso indevido.

Emitido em maio de 2006, o passaporte tinha validade até 2011 e não possui registro de segunda via. Todas as páginas estão preservadas e há apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de maio de 2007. Não consta registro de saída do país nem de entrada em outro território.

A informação chama atenção porque há comprovações de que Eliza esteve no Brasil após essa data. O assassinato ocorreu em território nacional e o corpo da vítima nunca foi encontrado, o que contribui para que o caso ainda desperte dúvidas e teorias.

Durante o período em que o caso ganhou repercussão nacional, Eliza relatou ter feito viagens à Europa. No entanto, o caminho percorrido pelo passaporte desde então nunca havia sido esclarecido.

Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que apenas aguarda orientações do Itamaraty para os próximos passos e ressaltou que atua de forma independente da embaixada brasileira em Portugal.

Foto: Reprodução Netflix

A família de Eliza Samudio não se manifestou até a publicação desta matéria.

O crime ocorreu em 2010 e teve a participação confessada de quatro pessoas, entre elas o ex-goleiro Bruno Fernandes. O caso, que hoje seria classificado como feminicídio, permanece marcado por lacunas que continuam despertando atenção mesmo após mais de uma década.

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