A Parada pelo Clima, iniciativa pioneira da Federação Paraense de Futebol (FPF) em parceria com o Terra FC, entra em campo na 2ª rodada do Parazão 2026 trazendo um alerta direto sobre os impactos das mudanças climáticas no futebol. Um levantamento realizado pelo Terra FC em parceria com a consultoria ERM aponta que os efeitos do clima extremo podem gerar perdas de quase R$ 70 bilhões em valor de mercado para clubes das Séries A, B e C do futebol brasileiro nos próximos 25 anos.
A ação utiliza a parada técnica das partidas como espaço de comunicação para conectar o futebol a um tema que já interfere de forma concreta no jogo. Nos últimos anos, partidas têm sido transferidas para o período noturno, interrompidas por calor extremo ou chuvas intensas e, em alguns casos, até canceladas por conta de gramados alagados – situações que deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da rotina das competições.
No recorte local, os impactos também são expressivos. Segundo o mesmo estudo, Remo e Paysandu podem perder entre R$ 50 e R$ 55 milhões em valor de mercado em razão de eventos climáticos extremos nos próximos 25 anos, o que representa uma redução significativa no patrimônio esportivo dos clubes.
Além das perdas financeiras, as mudanças climáticas afetam diretamente o desempenho dos atletas, o conforto e a segurança das torcidas, o calendário esportivo e a infraestrutura dos estádios. Belém, por exemplo, apresenta alto risco de inundações fluviais e costeiras, além de risco elevado para incêndios florestais e ondas de calor – fatores que impõem desafios adicionais à realização de competições esportivas na cidade.
A proposta da Parada pelo Clima é simples e direta: se o jogo precisa parar por causa do clima, a conversa sobre o clima também precisa acontecer. Sem alarmismo e sem pânico, a iniciativa busca trazer o tema para perto da experiência do torcedor, com linguagem acessível e conectada ao cotidiano do futebol.
As ativações da Parada pelo Clima acontecem em todos os jogos da rodada, com vídeo no telão, faixa em campo, locução nos estádios e inserções nas transmissões oficiais pela TV Cultura e pelo Canal do Benja.
“A Parada pelo Clima é uma forma de alertar não apenas os clubes do Pará, mas o futebol brasileiro como um todo, sobre impactos que já estão acontecendo e que tendem a se intensificar. O futebol sente primeiro aquilo que afeta a sociedade, e usar o campeonato como plataforma de conscientização é também uma responsabilidade institucional”, afirma Ricardo Gluck-Paul, presidente da Federação Paraense de Futebol.
“Essa pesquisa mostra que os impactos das mudanças climáticas no futebol já são reais e mensuráveis. Os dados criam um alerta importante, mas também indicam que ainda há tempo de agir, de se adaptar e de reduzir riscos. A Parada pelo Clima existe para transformar informação em consciência e mobilização”, destaca Laura Moraes, diretora do Terra FC.
Ao longo do Parazão 2026, a Parada pelo Clima seguirá abordando diferentes recortes dos impactos das mudanças climáticas no esporte, reforçando o compromisso da Federação Paraense de Futebol e de seus parceiros com um futebol mais atento às pessoas, ao território e ao contexto climático em que está inserido.
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