A paraense Laila Carolina Souza da Conceição, de 29 anos, foi morta com pelo menos 15 golpes de faca pelo cunhado, identificado como Gutemberg, em um crime de feminicídio registrado na manhã do último domingo (11), no município de Nova Maringá, no estado do Mato Grosso. A vítima foi encontrada já sem vida dentro de uma residência.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 11h após denúncia de um possível homicídio no local. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram Laila caída no chão, com diversas perfurações causadas por arma branca. Uma criança, filho da vítima, estava em estado de desespero e pediu socorro aos agentes. Uma das crianças presenciou o crime e relatou o ocorrido à polícia.
Após o crime, o suspeito fugiu, mas foi localizado cerca de 400 metros da residência, ainda na região, correndo com uma faca na mão e com o corpo sujo de sangue. Ele foi preso em flagrante e confessou o homicídio, afirmando que “perdeu o controle” durante uma discussão com a vítima.

Laila Carolina, era casada com o irmão de Gutemberg, que atualmente está preso por homicídio.
Uma equipe do Hospital Municipal chegou a ser acionada e enviou uma ambulância ao local, mas os profissionais de saúde apenas constataram o óbito. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Laila deixa três filhos: um adolescente de 12 anos e duas meninas gêmeas de 7 anos, frutos de um relacionamento anterior.
Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado para esclarecer a motivação e a dinâmica do crime.
Prisão mantida
Na manhã desta segunda-feira (12), durante audiência de custódia, a Justiça decretou a prisão preventiva de Gutemberg, suspeito do crime. A decisão foi proferida pelo juiz plantonista da comarca de São José do Rio Claro, Daniel Campos Silva de Siqueira.
Na decisão, o magistrado destacou a gravidade concreta do caso, caracterizado por extrema violência, contexto doméstico e familiar, além do fato de crianças terem presenciado a agressão. O juiz também considerou a tentativa de fuga após o crime e o histórico criminal do suspeito, que já responde por ameaças, desacato e vias de fato. Segundo a Justiça, medidas cautelares alternativas seriam inadequadas diante da gravidade do feminicídio.
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