Pará tem menor número de crimes letais para março desde 2018, aponta Segup - Estado do Pará Online

Pará tem menor número de crimes letais para março desde 2018, aponta Segup

Estado registra queda em homicídios e latrocínios, mas feminicídio apresenta aumento no período

O Pará registrou, em março de 2026, o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) para o mês desde 2018. Ao todo, foram 131 ocorrências, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, indicando uma redução contínua nos índices de criminalidade.

Na comparação com março de 2018, quando foram registrados 307 casos, a queda é de 57,74%. Em relação ao mesmo período de 2025, a redução foi de 15,48%. Os CVLI englobam crimes como homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. No acumulado de janeiro a março de 2026, a redução se aproxima de 60% em comparação com o mesmo período de 2018. Os dados fazem parte de levantamento da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac)

Homicídios em queda

Entre os principais indicadores, os homicídios dolosos, quando há intenção de matar, também apresentaram redução expressiva. Foram 115 registros em março deste ano, contra 287 em março de 2018, o que representa uma queda de 59,93%. Em relação a março de 2025, a diminuição foi de 18,43%.

Os números também mostram queda em outros crimes. Os casos de latrocínio passaram de 12, em março de 2018, para cinco neste ano. Já as ocorrências de lesão corporal seguida de morte caíram de sete para quatro. Por outro lado, o feminicídio apresentou aumento, com sete casos registrados em março de 2026, contra quatro no mesmo período de 2018.

O tema tem ganhado destaque ao longo do mês. O Estado do Pará Online (EPOL) publicou reportagens recentes sobre casos que repercutiram no estado, como o de uma mulher morta após ser agredida com dezenas de socos em Tomé-Açu e o homicídio de uma idosa de 60 anos, também atribuído ao companheiro, em Belém.

O secretário de segurança pública, Ed-Lin Anselmo, afirmou que os resultados estão ligados às ações integradas das forças de segurança e aos investimentos feitos no estado.

“O trabalho segue com planejamento, integração operacional e ampliação das ações de prevenção e repressão qualificada, com entrega de estruturas e equipamentos em todo o Estado”, destacou.

Ele também reforçou que a prioridade das ações é preservar vidas: “O nosso maior objetivo é preservar vidas. Cada redução nesses índices representa o fortalecimento de uma política pública que prioriza a proteção da população”, concluiu.

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