Palácio do Planalto vê mais risco em chapa com Tarcísio e Michelle do que com Flávio - Estado do Pará Online

Palácio do Planalto vê mais risco em chapa com Tarcísio e Michelle do que com Flávio

João Cezar de Castro Rocha afirmou no UOL News que governo acompanha o cenário até 4 de abril e vê fragilidades em eventual candidatura de Flávio Bolsonaro

Michele, Lula e Tarcísio
Composição de reprodução de Redes Sociais

O professor da UERJ João Cezar de Castro Rocha afirmou, no UOL News, que uma eventual chapa com Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro seria hoje mais preocupante para o Palácio do Planalto do que uma candidatura de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. Segundo ele, essa composição teria mais força eleitoral e maior capacidade de consolidar a direita no confronto com o presidente Lula.

Na análise, João Cezar disse que o governo acompanha com atenção o prazo de 4 de abril, data ligada à desincompatibilização de ocupantes de cargos que pretendem disputar a eleição. Para ele, esse marco pode ajudar a definir quem, de fato, representará o campo bolsonarista na sucessão presidencial.

Chapa vista como mais forte

De acordo com o professor, a candidatura mais competitiva contra Lula seria uma composição com Tarcísio na cabeça e Michelle Bolsonaro como vice. Na leitura apresentada, a dupla reuniria força política, potencial de mobilização e maior capacidade de ampliar o alcance eleitoral da direita.

Ele avaliou ainda que uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro seria mais administrável para o Planalto. A leitura é de que esse cenário remeteria a um embate mais ligado ao passado recente da política nacional, sem o peso de renovação que poderia marcar outra chapa.

Fragilidades em foco

Ao detalhar esse ponto, João Cezar afirmou que o chamado “telhado de vidro” de Flávio Bolsonaro tende a ser explorado politicamente. A referência envolve desgastes acumulados em torno de investigações e controvérsias públicas, como o caso da chamada rachadinha na Alerj, a atuação de Fabrício Queiroz, suspeitas de lavagem de dinheiro e questionamentos sobre operações imobiliárias.

Nesse conjunto também entram temas que tiveram forte repercussão pública, como a franquia da Kopenhagen citada em apurações e debates sobre patrimônio e compra de imóveis. Para o professor, esse cenário pode mudar de forma importante a partir de 4 de abril, quando a disputa presidencial pode ganhar contornos mais definidos.

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