A nomeação de Célia Rocha para o cargo de secretária adjunta da Juventude em Parauapebas gerou manifestações de entidades estudantis, coletivos juvenis e representantes da sociedade civil organizada. As reações se concentram em dois pontos principais: o perfil administrativo da gestora e o critério geracional adotado pela gestão municipal na composição da pasta.
Segundo representantes desses grupos, a Secretaria da Juventude é uma área estratégica que exige capacidade de articulação com diferentes segmentos juvenis, além de identificação com as pautas, linguagens e dinâmicas próprias da juventude. Para essas entidades, a nomeação da adjunta reacendeu o debate sobre os critérios utilizados pela gestão municipal na escolha de quadros para políticas públicas voltadas a esse público.
Perfil administrativo entra no centro do debate
Parte central das manifestações está relacionada à passagem de Célia Rocha pela Secretaria Municipal de Esporte, onde permaneceu por cerca de um ano. Integrantes do setor esportivo relatam dificuldades na execução de projetos, limitações na interlocução institucional e entraves na consolidação de ações permanentes durante o período.
De acordo com esses relatos, demandas como apoio a eventos esportivos, manutenção de equipamentos públicos e fortalecimento de iniciativas de base não avançaram de forma contínua. Até o momento, não há registros públicos de sanções formais ou apontamentos de órgãos de controle relacionados à gestão da pasta.
Questão geracional também é citada por coletivos
Além do histórico administrativo, entidades juvenis também mencionam o aspecto geracional como elemento do debate público. Embora não exista impedimento legal para que pessoas fora da faixa etária de 15 a 29 anos assumam cargos na área, os grupos avaliam que a proximidade geracional pode influenciar a capacidade de diálogo e a formulação de políticas públicas voltadas à juventude.
A Secretaria Municipal de Juventude é atualmente conduzida pela secretária titular Layla Danielly Costa Pinheiro, que também está acima da faixa etária considerada jovem. Layla tem 30 anos e, segundo a apuração, não tem sido alvo de questionamentos por parte das entidades juvenis ou estudantis ouvidas. As manifestações registradas se concentram na nomeação da secretária adjunta e nos critérios adotados para a composição da equipe da pasta.
Até o momento, a Prefeitura de Parauapebas não divulgou posicionamento oficial sobre os questionamentos apresentados por entidades e grupos juvenis.











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