"Não podemos nos empolgar": executivo do Paysandu expõe realidade financeira antes da Série C - Estado do Pará Online

“Não podemos nos empolgar”: executivo do Paysandu expõe realidade financeira antes da Série C

Marcelo Sant'Ana detalha bastidores, fala sobre salários em dia e alerta para responsabilidade ao longo da temporada

Marcelo Sant'Ana
Jorge Luís Totti/ Paysandu

O executivo de futebol do Paysandu, Marcelo Sant’Ana, concedeu entrevista na tarde desta quinta-feira (2) e falou abertamente sobre o atual cenário financeiro do clube. Em ano de disputa da Série C, o dirigente ressaltou que o momento exige transparência e responsabilidade. “Uma reconstrução do clube são palavras que o torcedor não gosta de ouvir, mas temos que trabalhar com transparência. Sendo honesto com a torcida, nossa situação financeira é apertada”, afirmou.

Apesar das limitações orçamentárias, Marcelo fez questão de destacar que o clube vem mantendo os compromissos em dia desde o início da gestão do presidente Márcio Tuma. “Estamos sendo 100% com os jogadores. Desde que o presidente Márcio Tuma assumiu, nunca tivemos nenhum atraso nesses pagamentos aos atletas. CLT e imagem sempre pagando de maneira antecipada. Isso traz tranquilidade para o grupo”, explicou.

O executivo ainda ressaltou que a organização fora de campo fortalece o ambiente interno e dá respaldo para cobranças no dia a dia. “Isso facilita meu trabalho como executivo, em poder cobrar mais direto e ser incisivo com os jogadores. Dá tranquilidade ao Júnior Rocha para ele poder fazer a cobrança da maneira que ele entende. Se a gente quer cobrar profissionalismo, responsabilidade e respeito à camisa, temos que fazer nosso papel também enquanto administradores. É uma mão dupla”, destacou, elogiando também o departamento financeiro pela eficiência na gestão.

Sobre o planejamento da temporada, Marcelo alertou para a necessidade de equilíbrio ao longo do ano, mesmo com possíveis entradas maiores de receita no primeiro semestre. “Sabemos que o primeiro semestre, na realidade atual do Paysandu, teoricamente vai gerar mais receitas do que o segundo. Mas o ano termina em dezembro. Temos que saber o fluxo de caixa para sermos responsáveis durante todo o ano”, disse.

Ele também reforçou que o clube não pode se empolgar com cotas ou arrecadações pontuais. “Não podemos nos empolgar com a entrada de receita. A temporada pode ter oscilações tanto na entrada de recursos quanto no desempenho esportivo, que impacta em sócios e bilheteria. Temos que trabalhar pensando sempre em cima, mas com responsabilidade, pé no chão e humildade”, completou.

Com o objetivo declarado de buscar o acesso à Série B, o Paysandu inicia a Série C tentando equilibrar ambição esportiva e responsabilidade financeira, discurso que a diretoria entende como fundamental para dar estabilidade ao clube ao longo da temporada.

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