Mulheres indígenas do Médio Xingu completaram um mês de ocupação da sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Altamira, em protesto contra o avanço do Projeto Volta Grande, da mineradora canadense Belo Sun.
Nesta terça-feira (24), o movimento levou mais de 200 pessoas às ruas do município em uma manifestação pacífica que seguiu até a Câmara Municipal. O ato reuniu indígenas de diferentes povos, além de ribeirinhos, pescadores e representantes de movimentos sociais, que cobram a anulação da licença ambiental concedida ao empreendimento.
Segundo as lideranças, a mobilização denuncia possíveis impactos sociais, ambientais e territoriais do projeto, além de questionamentos sobre o processo de licenciamento. O grupo também reivindica maior participação das comunidades potencialmente afetadas nas decisões relacionadas ao empreendimento.
A região da Volta Grande do Xingu já enfrenta consequências de grandes obras anteriores, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, incluindo alterações no regime do rio, redução da pesca e impactos sobre comunidades tradicionais.

Em documento recente, a Funai solicitou a realização de estudos complementares para avaliar os impactos cumulativos do projeto minerário com outros empreendimentos na região. A análise deverá considerar possíveis efeitos sobre terras indígenas e comunidades da Volta Grande do Xingu.
O movimento também cobra a realização de nova reunião com autoridades com poder de decisão, incluindo órgãos ambientais e representantes do poder público, para discutir o futuro do projeto e seus impactos na região.
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