Mulher é presa suspeita de causar morte de bebê por sufocamento em Belém - Estado do Pará Online

Mulher é presa suspeita de causar morte de bebê por sufocamento em Belém

Durante os primeiros depoimentos, a mãe informou ser usuária de drogas e afirmou que havia adormecido ao lado do bebê.

O Uma mulher identificada como Mirlene Nayra Oliveira de Souza, de 27 anos, foi presa em flagrante no fim da tarde desta terça-feira (3), suspeita de causar a morte do próprio filho, um bebê de dois meses, em Belém.

De acordo com a Polícia Civil do Pará, o caso foi comunicado pela coordenação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Terra Firme, após a criança dar entrada na unidade já sem sinais vitais. Conforme avaliação preliminar da equipe médica, a causa aparente da morte foi asfixia mecânica por sufocamento.

Relato da mãe

Durante os primeiros depoimentos, a mãe informou ser usuária de drogas e afirmou que havia adormecido ao lado do bebê. Ao acordar, percebeu que a criança não apresentava reação.

Segundo profissionais de saúde que atenderam a ocorrência, a mulher apresentava sinais de possível uso recente de substâncias entorpecentes. A suspeita inicial é de que, de forma involuntária, ela tenha adormecido sobre o recém-nascido, provocando compressão torácica e consequente sufocamento.

Policiais civis da Seccional Urbana do Guamá foram acionados e se deslocaram até a unidade de saúde, onde confirmaram as informações e conduziram a mulher à delegacia.

Após análise preliminar, foi lavrado auto de prisão em flagrante pelo crime de homicídio culposo. A suspeita permanece à disposição da Justiça.

Investigação e perícia

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação. Exames periciais, incluindo necropsia, foram solicitados para esclarecer as circunstâncias da morte do bebê.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) informou que a UPA da Terra Firme recebeu, na noite de terça-feira (3), um bebê de 27 dias para atendimento de urgência e que, após avaliação da equipe multiprofissional, foi constatado que a criança já chegou à unidade sem sinais vitais. A secretaria reiterou que o óbito não tem relação com a assistência prestada pela unidade de saúde.

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