O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma segunda medida cautelar contra a Vale, desta vez solicitando o bloqueio de R$ 200 bilhões e a suspensão da venda ou transferência dos direitos minerários da Mina de Viga, localizada no município de Congonhas, em Minas Gerais.
A nova ação é consequência do transbordamento de água e sedimentos ocorrido na área da mina, que atingiu cursos d’água responsáveis por alimentar o Rio Paraopeba. De acordo com o MPF, o incidente provocou assoreamento de córregos e danos à vegetação, ampliando os impactos ambientais na região.
Conforme apontado na ação, vistorias técnicas identificaram que o vazamento teve origem em estruturas conhecidas como sumps, reservatórios utilizados para o controle do fluxo de água. Após um período de chuvas intensas, dois desses tanques transbordaram, desencadeando um processo erosivo em efeito cascata.
Para o Ministério Público Federal, o episódio evidencia falhas estruturais, uma vez que os reservatórios não contariam com sistemas de drenagem adequados para suportar volumes elevados de chuva. A ausência desses mecanismos teria contribuído diretamente para o transbordamento e os danos ambientais registrados.
O MPF também destacou que o vazamento na Mina de Viga ocorreu menos de 24 horas após um incidente semelhante na Mina de Fábrica, igualmente sob responsabilidade da Vale. Em relação a esse caso anterior, o órgão já havia ajuizado outra ação cautelar no dia 30 de janeiro, solicitando o bloqueio de R$ 1 bilhão como medida preventiva.
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