O artista plástico paraense Ruma, nome artístico de Rui Mário Cruz de Albuquerque, morreu na segunda-feira (27), em Belém, um dia após completar 70 anos. A informação foi confirmada por familiares e por instituições culturais do estado. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Belém, em 26 de janeiro de 1956, Ruma era arquiteto formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e teve formação complementar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Iniciou sua trajetória nas artes visuais no fim da década de 1970 e construiu uma carreira contínua, com participação em exposições individuais e coletivas no Pará, em outros estados e no exterior.
Trajetória artística
Ao longo de mais de quatro décadas de produção, Ruma desenvolveu uma obra marcada pela investigação da identidade visual de Belém e da Amazônia, explorando cores, formas, texturas e referências arquitetônicas da cidade. Atuou principalmente com pintura, desenho, gravura e gravura digital, além de trabalhos em ilustração e objetos.
Entre as exposições individuais de maior destaque estão “Barulho”, realizada na Galeria Municipal de Arte de Belém, “Ruma, Caminho Reverso”, no Museu da UFPA, e mostras realizadas na ELF Galeria ao longo dos anos 2000 e 2010. O artista também participou de diversas edições do Salão Arte Pará e de mostras coletivas em diferentes regiões do país.
Reconhecimento e legado
Ruma recebeu prêmios em salões de arte e teve obras incorporadas a acervos públicos e privados, especialmente no Pará. Além da produção artística, atuou como orientador e ministrou oficinas, contribuindo para a formação de novos artistas e para o fortalecimento do circuito das artes visuais na região.
A morte de Ruma provocou manifestações de pesar no meio cultural paraense, que reconhece no artista uma referência na construção de uma linguagem visual ligada à cidade de Belém e à experiência amazônica contemporânea.
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