Material escolar sem aperto: dicas de planejamento - Estado do Pará Online

Material escolar sem aperto: como usar bem o dinheiro e o cartão de crédito na volta às aulas

Especialista em finanças pessoais orienta sobre como usar o cartão de forma segura

Foto: Albari Rosa/AEN

A chegada do ano letivo traz expectativa de recomeço para estudantes e famílias, mas também impõe um desafio recorrente: a compra do material escolar. Com listas extensas e preços variados, o planejamento financeiro se torna essencial para evitar dívidas e manter o orçamento sob controle nos primeiros meses do ano.

Segundo especialistas, o primeiro passo antes de ir às compras é entender quanto a família pode gastar. “O planejamento vem antes de qualquer compra. É preciso analisar a renda mensal, levantar as despesas fixas (como aluguel, água, luz, alimentação e transporte) e só então definir um limite para os gastos com material escolar”, orienta Hellen Martins, gerente de Negócios Pessoa Física da Sicredi Norte.

Planejamento começa meses antes

Esse cuidado já faz parte da rotina do jornalista Igor Wilson e da nutricionista Késia Ferreira, pais de Maria Violeta, de 9 anos, e Heloim Crystal, de 5. O casal conta que começa a se organizar ainda em novembro para chegar a janeiro com mais tranquilidade financeira.

“Nesse período, a gente costuma adiantar algumas contas para conseguir ter um pouco mais de fôlego no começo do ano, porque além do material escolar ainda tem os livros, que são os itens mais caros”, explica Igor.

Pesquisa de preços e forma de pagamento fazem diferença

Outro ponto fundamental é a pesquisa de preços. Comparar valores entre papelarias, livrarias, atacarejos e lojas online pode representar uma economia significativa no valor final da compra.

Na hora de pagar, a escolha entre pagamento à vista ou parcelado também influencia diretamente o orçamento. Compras à vista costumam garantir descontos, principalmente em compras maiores. Já o parcelamento no cartão de crédito pode ser uma alternativa viável, desde que seja feito com planejamento.

A família de Igor opta por pagar o material escolar à vista e usar o cartão apenas para os livros, que são parcelados. Segundo Hellen Martins, essa estratégia pode funcionar bem quando há controle. “Parcelar pode ser uma opção quando não há desconto à vista e quando as parcelas cabem no orçamento. O ideal é dividir em até três ou quatro vezes, sem juros. Parcelamentos longos tendem a se somar a outros compromissos do ano, aumentando o risco de endividamento”, alerta.

Atenção ao uso do cartão e aos juros

O uso do cartão de crédito exige cuidado redobrado. Entrar no crédito rotativo (quando não se paga o valor total da fatura) pode gerar juros altos e transformar uma despesa pontual em dívida prolongada.

Em casos mais delicados, algumas famílias avaliam recorrer a empréstimos. Nessa situação, a recomendação é cautela. “Não é indicado recorrer a empréstimos para despesas previsíveis, como material escolar, exceto em casos de imprevistos como desemprego ou doença. Mesmo assim, deve ser a última alternativa e com orientação financeira”, ressalta Hellen.

Consumo consciente evita dívidas ao longo do ano

Para Igor e Késia, a principal lição aprendida ao longo dos anos é que o consumo consciente vale mais do que qualquer facilidade de pagamento. “Às vezes parece que você está abrindo mão de algo no momento, mas depois percebe o alívio de não estar com dívidas acumuladas. Planejar agora evita passar o semestre inteiro com a fatura pesada”, destacam.

Com organização, pesquisa e uso responsável do crédito, o período de compras escolares pode ser atravessado sem comprometer a saúde financeira da família e pequenas decisões no início do ano fazem grande diferença ao longo dos meses.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 9,5 milhões de associados em todo o Brasil. Presente em todos os estados e no Distrito Federal, conta com mais de 3 mil agências. Na região Norte e parte do Centro-Oeste, está presente em 262 municípios, com 358 agências, atendendo mais de 1,5 milhão de associados, com foco no desenvolvimento regional e na inclusão financeira.

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