Uma oeração da Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrada nesta quarta-feira (11) revelou um esquema de cooptação política pelo Comando Vermelho. Entre os alvos que não foram localizados está Márcia Gama, esposa do líder Marcinho VP e mãe do rapper Oruam, agora considerada foragida.
As investigações apontam que Márcia atuava como peça-chave na comunicação da facção, intermediando ordens vindas de dentro dos presídios para o ambiente externo. A defesa da suspeita alegou surpresa com o mandado de prisão e afirmou que ela estava em viagem, embora sinalize uma futura apresentação às autoridades.
O desdobramento da ação resultou na prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD) e de seis policiais militares envolvidos com o crime organizado. O parlamentar é acusado de negociar diretamente com a cúpula do tráfico para obter exclusividade em campanhas eleitorais dentro de comunidades dominadas.
Como contrapartida pelo apoio político, o vereador teria facilitado a instalação de quiosques comerciais controlados pela facção em áreas públicas da capital. A seleção dos beneficiários desses espaços ocorria sem qualquer transparência, seguindo apenas os critérios estabelecidos pelos chefes do tráfico local.
O objetivo central da organização era consolidar territórios sob o domínio do Comando Vermelho como bases eleitorais permanentes e lucrativas. Em nota oficial, o gabinete de Salvino Oliveira declarou que ainda não teve acesso aos detalhes do processo e aguarda orientações jurídicas para se manifestar.
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