O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ter interpelado seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, a respeito das menções ao seu nome na CPMI do INSS. Durante o encontro no Palácio do Planalto, o mandatário enfatizou que qualquer irregularidade comprovada resultará em responsabilização legal conforme os fatos.
O petista orientou que o familiar deve exercer o direito de defesa caso as suspeitas de envolvimento em fraudes previdenciárias sejam infundadas. Ao traçar um paralelo com sua própria trajetória jurídica, Lula reiterou a importância de enfrentar investigações dentro do território nacional.
“Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”, disse em entrevista ao UOL.
A controvérsia surgiu após publicações sugerirem repasses financeiros de um empresário do setor previdenciário para o filho do presidente. Embora a oposição pressione por esclarecimentos, Fábio Luís não figura atualmente como investigado oficial no esquema de descontos em aposentadorias.
Em dezembro, o colegiado parlamentar chegou a rejeitar um pedido de convocação, mantendo o empresário fora do depoimento presencial. A votação apertada demonstrou a divisão política no Congresso Nacional sobre o alcance das investigações que envolvem familiares de autoridades.
O senador Carlos Viana, que preside a comissão, sinalizou que pretende pautar novos requerimentos para ouvir pessoas ligadas ao círculo presidencial. A estratégia visa colher depoimentos de indivíduos associados à publicidade partidária e outros parentes próximos ao chefe do Executivo.
A expectativa é que as novas solicitações de depoimento sejam apreciadas pelos congressistas assim que as sessões deliberativas forem retomadas. Caberá aos integrantes da CPMI decidir, por meio de voto, se a presença do filho do presidente é indispensável para o andamento dos trabalhos.
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