Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin realizaram uma conferência telefônica nesta quarta-feira para alinhar posicionamentos estratégicos. Durante o diálogo, os mandatários focaram na instabilidade política da Venezuela e na defesa da autonomia das nações sul-americanas.
O governo do Kremlin informou que Brasil e Rússia compartilham visões fundamentais sobre a preservação da soberania estatal venezuelana. Ambas as potências pretendem fortalecer a cooperação em fóruns internacionais, como a ONU e o bloco BRICS, para mediar conflitos regionais.
Essa articulação diplomática ocorre em um momento de escalada nas tensões globais após a recente intervenção militar dos Estados Unidos. A operação norte-americana culminou na captura de Nicolás Maduro, gerando uma onda de incertezas sobre o futuro político do país vizinho.
Lula tem intensificado as críticas à postura de Donald Trump, classificando a ação estrangeira como um desrespeito às fronteiras territoriais. Para o líder brasileiro, a iniciativa de Washington ultrapassou limites aceitáveis na diplomacia moderna e representa um risco à estabilidade do continente.
O objetivo do Planalto é consolidar uma frente de resistência contra interferências externas que ignorem o direito de autodeterminação dos povos. Os esforços coordenados com Putin buscam, prioritariamente, reduzir a polarização e evitar o agravamento da crise humanitária na América Latina.
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