O ministro Ricardo Lewandowski formalizou nesta quinta-feira (8) sua saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública ao entregar o cargo ao presidente Lula. A decisão encerra um ciclo iniciado em fevereiro de 2024, quando o magistrado aposentado do Supremo Tribunal Federal assumiu a pasta.
A exoneração oficial deve ser registrada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (9), consolidando o encerramento das atividades do ministro. Desde o início da semana, Lewandowski já realizava a retirada de pertences pessoais de seu gabinete no Palácio da Justiça.
A movimentação ocorre em um cenário de debates sobre a segurança pública e o avanço das organizações criminosas no país. Órgãos fundamentais como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional permanecem sob a gestão direta desta estrutura ministerial.
Um dos principais motivos para a antecipação da saída seria a possível divisão da pasta em dois ministérios distintos para separar a Justiça da Segurança Pública. Além disso, o ministro deixa o governo sem conseguir a aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional.
A referida proposta legislativa buscava ampliar o papel da União no combate ao crime organizado, sendo considerada uma prioridade da atual gestão. O governo federal ainda não anunciou um nome definitivo para substituir o magistrado na liderança do setor.
Até que uma nova nomeação seja confirmada, o secretário-executivo Manoel Carlos Almeida Neto deve responder interinamente pelo comando das atividades ministeriais. Este período de transição exige cautela diante da complexidade das operações federais em andamento por todo o território nacional.
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