O técnico do Paysandu, Júnior Rocha, destacou a evolução da equipe depois da vitória por 2 a 1 sobre o Remo no primeiro duelo da decisão do Campeonato Paraense. Para o comandante bicolor, o resultado é consequência de um processo construído dia após dia.
“Fico feliz por estarmos melhorando a cada jogo. Sempre brincamos que estamos colocando, todos os dias, um tijolinho na construção da nossa casa, humilde, mas organizada”, afirmou. Ele reforçou que a decisão é disputada em dois jogos e que o grupo mantém os pés no chão. “São 180 minutos, podendo chegar a 200 com os acréscimos, que hoje têm sido maiores.”
Rocha também ressaltou a identidade que tenta consolidar no elenco: uma equipe disciplinada e comprometida nas duas fases do jogo. Segundo ele, o futebol atual exige competitividade e entendimento tático, características que vêm sendo trabalhadas desde o início da temporada.
“Não queremos jogadores que não participem da marcação. O futebol mudou. Não pressionamos por acaso; isso vem do perfil do grupo e do trabalho diário”, explicou. O treinador fez questão de dividir os méritos com o elenco e destacou que o protagonismo é dos atletas dentro de campo.
Ao comentar atuações individuais, o técnico apontou a evolução de Pedro Henrique e a importância de Marcinho como referência técnica e liderança. Ele citou ainda a presença de uma “espinha dorsal” experiente que dá sustentação aos mais jovens, fortalecendo o coletivo.
Apesar da vitória, Júnior Rocha reconheceu falhas, principalmente na fase de construção das jogadas. “Erramos no segundo terço do campo. O pênalti surgiu justamente de um erro nosso nessa etapa”, analisou, garantindo que o lance será revisto internamente.
Para o treinador, o resultado positivo não mascara a necessidade de ajustes. A ordem é manter o que funcionou, corrigir os equívocos e chegar ainda mais preparado para o confronto decisivo que vale o título estadual.











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