Uma jovem de 20 anos perdeu o útero após complicações registradas no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, segundo denúncia feita pela família ao Estado do Pará Online (EPOL). De acordo com Kellem Rocha, irmã da paciente, a jovem deu entradaa na unidade por volta das 23h30 de terça-feira (10), com 35 semanas e 5 dias de gestação e suspeita de ausência de batimentos cardíacos do bebê. A cesariana foi realizada apenas na manhã do dia seguinte, por volta das 9h30. Ela permanece internada na UTI.
Em entrevista com exclusividade ao EPOL, Kellem relatou que, após a confirmação da morte fetal, a equipe médica teria indicado parto normal, seguindo protocolo adotado para esses casos. Segundo a familiar, mesmo com o pedido da própria paciente, que afirmava estar com dores intensas e dizia que não iria aguentar, a conduta foi mantida e a cirurgia não teria sido autorizada naquele momento. A família afirma que precisou aguardar enquanto a jovem apresentava sangramento e não evoluía no trabalho de parto.
Ainda conforme o relato, ao amanhecer a paciente apresentou hemorragia e sofreu ruptura uterina, sendo então submetida a procedimento. Durante a cirurgia, houve necessidade de retirada do útero. “Quando ela foi submetida ao procedimento de emergência, já não tinha muito o que fazer”, afirmou Kellem Rocha. A jovem segue internada em Unidade de Terapia Intensiva.
Kellem também publicou nas redes sociais um relato sobre o caso. Na postagem, outros usuários afirmaram ter vivenciado situações que classificaram como negligência médica na mesma unidade hospitalar. As manifestações ocorreram nos comentários da publicação.
O EPOL entrou em contato com a assessoria do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos para solicitar esclarecimentos sobre o caso e aguarda posicionamento oficial.
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