O governo do Irã criticou duramente o bloqueio marítimo anunciado pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e classificou a ação como ilegal. Em declaração divulgada nesta segunda-feira (14), o país afirmou que a medida equivale a um ato de pirataria e sinalizou possíveis retaliações.
De acordo com o posicionamento oficial das Forças Armadas iranianas, qualquer tentativa de limitar o tráfego em águas internacionais viola princípios do direito internacional. O comunicado foi transmitido pela televisão estatal.
Além das críticas, o Irã alertou que poderá reagir caso seus portos sejam afetados. Segundo o governo, uma eventual ameaça à segurança de suas instalações no Golfo Pérsico e no Mar Arábico terá impacto direto em toda a região.
O país afirmou ainda que, diante de qualquer ataque ou restrição, nenhum porto localizado nessas áreas poderá ser considerado seguro.
Decisão dos Estados Unidos
A manifestação iraniana ocorre após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciar a implementação de um bloqueio total ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
A medida entrou em vigor às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13) e, segundo os norte-americanos, deve atingir embarcações de diferentes nacionalidades que operam em portos iranianos ou em áreas próximas.
O objetivo, conforme o Centcom, é restringir a circulação marítima vinculada ao Irã na região.
Impasse sobre programa nuclear
A decisão dos Estados Unidos acontece em meio ao agravamento das tensões com o Irã, após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano.
As conversas ocorreram em Islamabad, no Paquistão, mas não avançaram para um acordo, o que levou o governo norte-americano, sob comando do presidente Donald Trump, a adotar novas medidas de pressão.
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