O Hezbollah assumiu a autoria de ataques com drones e foguetes contra o norte de Israel neste domingo (1), madrugada de segunda-feira no Oriente Médio. A ação, segundo o grupo, foi uma retaliação à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ocorrida no sábado (28).
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta segunda-feira (2) que o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, agora é um “alvo para eliminação”.
Em resposta aos disparos, caças israelenses realizaram ataques contra alvos no território do Líbano, incluindo áreas na capital, Beirute. Segundo autoridades locais, ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas.
Um porta-voz militar israelense afirmou que “todas as opções estão sobre a mesa” ao ser questionado sobre uma possível invasão terrestre do Líbano, mas destacou que as forças ampliaram presença apenas do lado israelense da fronteira.
Grupo xiita libanês, aliado do Irã, confirmou disparos de drones e foguetes contra o norte israelense.
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) March 2, 2026
Saiba mais: https://t.co/K751OdrC6L pic.twitter.com/WyesCyn8i4
O que é o Hezbollah
O Hezbollah é um grupo xiita libanês criado na década de 1980, com forte apoio político e militar do Irã. Além de atuar como partido político no Líbano, mantém uma ala armada considerada organização terrorista por diversos países. O grupo é um dos principais aliados de Teerã no Oriente Médio e tem histórico de confrontos com Israel, especialmente na região sul do Líbano.
Em comunicado, o Hezbollah afirmou que o ataque foi uma resposta ao assassinato de Khamenei e às “contínuas violações israelenses” contra o território libanês. Segundo Israel, os projéteis foram interceptados ou atingiram áreas desabitadas, enquanto os bombardeios em Beirute teriam como alvo instalações do grupo.
Tensão cresce desde sábado
A nova onda de confrontos ocorre após ataques realizados no sábado (28) contra alvos iranianos, atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. A ofensiva resultou na morte de Ali Khamenei, segundo a imprensa iraniana, e desencadeou uma série de retaliações na região.
Desde então, o Irã lançou mísseis contra Israel e bases norte-americanas no Oriente Médio, ampliando a tensão regional. O confronto reacendeu o risco de um conflito mais amplo envolvendo aliados de Teerã, como o Hezbollah.
Israel e Líbano haviam firmado um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, encerrando mais de um ano de combates. Desde então, ambos os lados vinham trocando acusações de violações do acordo.
O chefe do Exército israelense afirmou que os combates no Líbano podem durar “muitos dias”, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação a possibilidade de ampliação do conflito no Oriente Médio.
Leia também:











Deixe um comentário