Gustavo Petro reage a acusações de Trump e rejeita ameaças dos EUA: 'Pare de me caluniar' - Estado do Pará Online

Gustavo Petro reage a acusações de Trump e rejeita ameaças dos EUA: ‘Pare de me caluniar’

Presidente colombiano nega vínculo com narcotráfico, critica ação militar na Venezuela e classifica postura americana como ingerência.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, repudiou neste domingo (4) as declarações e ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o acusou publicamente de envolvimento com o narcotráfico e sugeriu a possibilidade de uma operação militar semelhante à realizada recentemente na Venezuela.

Em resposta direta às acusações, Petro afirmou que não possui qualquer ligação com o tráfico de drogas e exigiu o fim do que classificou como calúnia. “Meu nome não aparece em nenhum processo judicial relacionado ao narcotráfico. Pare de me difamar, senhor Trump”, escreveu o presidente colombiano em uma publicação na rede social X.

As declarações de Petro ocorrem após Trump afirmar que “soaria bem” uma ofensiva nos moldes da ação realizada em território venezuelano e acusar o líder colombiano de enviar drogas aos Estados Unidos, dizendo ainda que ele “não fará isso por muito mais tempo”. Um dia antes, o presidente americano já havia atacado Petro, sugerindo que ele deveria “cuidar do próprio traseiro”.

No domingo, Trump voltou a endurecer o discurso, chamando Petro de “homem doente” e afirmando que o colombiano “gosta de produzir cocaína”, o que intensificou a crise diplomática entre os dois países.

Além de rebater as acusações pessoais, o presidente da Colômbia também condenou a ação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. Petro classificou a captura do presidente Nicolás Maduro, após bombardeios em Caracas na madrugada de sábado, como um “sequestro” promovido por Washington.

A Chancelaria colombiana reforçou o posicionamento do governo e classificou as declarações de Trump como uma “ingerência inaceitável” nos assuntos internos da Colômbia. Em nota oficial, o órgão pediu respeito mútuo e responsabilidade nas relações bilaterais.

Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro de 2025, as relações entre Colômbia e Estados Unidos têm se deteriorado. Divergências sobre política migratória, tarifas comerciais e segurança regional têm provocado sucessivos atritos entre os dois governos.

Apesar de historicamente serem aliados estratégicos nas áreas militar e econômica, Colômbia e Estados Unidos atravessam atualmente um dos momentos mais delicados de sua relação diplomática nos últimos anos.

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