Greve da Assistência Social em Belém completa 23 dias e servidores convocam novo protesto unificado - Estado do Pará Online

Greve da Assistência Social em Belém completa 23 dias e servidores convocam novo protesto unificado

Categorias da Assistência Social, Saúde e Educação planejam ato em frente à Prefeitura para cobrar a revogação da Lei nº 10.266/26

Foto: Reprodução/Instagram

A paralisação dos trabalhadores da Assistência Social de Belém alcança o 23º dia nesta terça-feira (10). Em reunião realizada na noite de segunda-feira (9), o Comando de Greve, formado por representantes da Assistência Social, Saúde e Educação, decidiu convocar um novo ato público unificado para a próxima quarta-feira (11), em frente à Prefeitura de Belém.

A mobilização tem como principal pauta a revogação da Lei nº 10.266/26, medida contestada pelas categorias e classificada pelos servidores como um conjunto de mudanças que afetam diretamente direitos trabalhistas e políticas sociais no município.

Críticas à legislação municipal

De acordo com os grevistas, a Lei nº 10.266/26 promove alterações consideradas prejudiciais às categorias, com a retirada de direitos históricos dos servidores públicos. O movimento também aponta impactos para a população, como o aumento do IPTU, além de apontar a existência de retrocessos sociais decorrentes da nova legislação.

O ato previsto para quarta-feira busca ampliar a pressão sobre o prefeito Igor Normando e abrir espaço para negociação com a gestão municipal.

Atos e bloqueios marcaram a segunda-feira

As mobilizações foram intensificadas ao longo da segunda-feira (9). Pela manhã, servidores da Saúde realizaram um protesto na avenida Almirante Barroso, nas proximidades da Central do Samu. A manifestação teve início por volta das 7h e se estendeu até o meio-dia, provocando interrupções no trânsito, principalmente no sentido do bairro de São Brás.

No mesmo dia, trabalhadores da Educação organizaram um acampamento em frente à Secretaria Municipal de Educação, situada na avenida Governador José Malcher.

Acampamentos devem permanecer ativos

Segundo o Comando de Greve, os acampamentos montados pelas categorias devem funcionar como pontos fixos de articulação do movimento, com atividades diárias e participação de servidores, apoiadores e da sociedade civil enquanto a greve seguir em andamento.

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