Fruto Sensual leva "Fruto Elétrico" à Aldeia Amazônica no domingo, 15 - Estado do Pará Online

Fruto Sensual leva “Fruto Elétrico” à Aldeia Amazônica no domingo, 15

Banda celebra três décadas de estrada e promete transformar o circuito de rua em uma grande aparelhagem a céu aberto neste domingo

Divulgação

Fruto Sensual assume o comando do Circuito Pedreira, na Aldeia Amazônica, neste domingo (15), levando para a rua o projeto “Fruto Elétrico”, criado especialmente para o clima de carnaval.

À frente da banda, Valéria Paiva transforma sucessos românticos em explosão coletiva. O público deve ouvir desde as “marcantes” que atravessaram gerações até versões mais aceleradas, pensadas para o percurso carnavalesco.

A apresentação chega em um momento simbólico. Em 2025, o grupo completou 30 anos de estrada, consolidando-se como um dos nomes mais populares do brega paraense. A celebração incluiu a gravação de um DVD ao vivo no Festival Psica, lançado recentemente nas plataformas digitais.

A longevidade, segundo Valéria, não aconteceu por acaso. “Eu atribuo esses anos de carreira, sendo consolidada nessa trajetória longa, ao comprometimento que a gente tem com o nosso público, à responsabilidade, ao nosso profissionalismo. A gente tem toda uma cumplicidade com o nosso público, e isso nos manteve 30 anos aí… E principalmente as músicas, porque as pessoas se identificaram tanto… e 30 anos depois as pessoas continuam cantando essas músicas, que são atemporais, continuam sendo sucesso.”

O nome da banda nasceu quase por acaso, durante uma viagem ao Maranhão, e acabou se tornando marca registrada do brega no Norte do país. “Fruto Sensual, por incrível que pareça, vem de um pagode, há 30 anos. Quando a gente foi lançar o Fruto Sensual lá em Itinga do Maranhão, o dono da casa de show, o Bené, que era do Kalamazoo, me deu um disco de vinil e disse ‘olha, o nome desse pagode é Fruto Sensual, muito bonito’, eu disse ‘então vai ser o nome da banda’. E aí ficou, até hoje.”

Entre romantismo e batidas que levantam o público, a banda sempre transitou por diferentes emoções — característica que ajudou a ampliar o alcance do repertório. “Acho que a gente tem que surfar por todas as ondas. A gente viaja por todos os sentimentos. A paixão, a traição, a vingança e a alegria da superação, também. Então isso faz a gente tanto ser uma banda romântica, ter músicas com romantismo, mas também colocar a galera para cima. A gente viaja por todas essas sensações.”

O DVD gravado no Psica carrega também um significado pessoal para a cantora.”Olha eu tinha acabado de perder meu pai, fazia uma semana. E em uma semana eu montei esse show. Foi um show bem compacto. A princípio, nós teríamos duas horas de show, e depois deram 50 minutos apenas. Então a gente tinha que entregar em 50 minutos o que desse para entregar, e foi uma entrega, assim, perfeita. Foram 50 minutos de um show feito com muito amor, muito carinho, quando eu estava passando uma situação muito difícil, mas eu tirei forças daquele momento, da minha fraqueza eu tirei forças e foi um show maravilhoso. Eu sou muito crítica em relação a mim, mas foi o primeiro trabalho que eu fiz, em todos esses anos, que eu acredito que tenha sido maravilhoso mesmo (não desmerecendo os outros).

No domingo, a proposta é menos contemplação e mais vibração coletiva. A “Rainha das Aparelhagens” troca o palco fixo pelo asfalto, mantendo a essência que transformou a Fruto Sensual em referência do gênero.

Leia Mais: