Felca se manifesta após condenação de Hytalo Santos; relembre os desdobramentos do caso - Estado do Pará Online

Felca se manifesta após condenação de Hytalo Santos; relembre os desdobramentos do caso

Influenciador comentou após decisão da Justiça da Paraíba; caso teve início com vídeo publicado em agosto e resultou em prisões preventivas mantidas pelo TJPB

O influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, comentou nesta terça-feira (24) a condenação de Hytalo Santos e do marido, Israel Vicente, por produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes. A sentença foi proferida no sábado (21) pela Justiça da Paraíba e estabeleceu penas de 11 anos e 4 meses de prisão para Hytalo e 8 anos e 10 meses para Israel.

Nas redes sociais, Felca afirmou que a decisão representa um desdobramento da mobilização pública em torno do caso. “O crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso, a conscientização que fizemos importa. Nunca pare de denunciar, expor o que tá errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita”, declarou o influenciador.

Denúncia ganhou repercussão nacional


O caso veio à tona em 6 de agosto do ano passado, quando Felca publicou um vídeo denunciando práticas que classificou como adultização de crianças para produção de conteúdo digital. A publicação gerou ampla repercussão e desencadeou medidas judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de redes sociais e desmonetização de perfis ligados aos investigados.

Prisões e andamento do processo


Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos preventivamente no dia 15 de agosto do ano passado, em Carapicuíba, São Paulo. No dia 28 do mesmo mês, foram transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde permanecem até o momento detidos. A sentença manteve a prisão preventiva, apontando que seguem válidos os fundamentos que justificaram a medida.

O que diz a decisão e a defesa


Na decisão, o magistrado descreve que adolescentes teriam sido expostos a um ambiente considerado artificial e de risco, com exploração de vulnerabilidade. Além das penas de reclusão, foi fixada indenização por danos morais de R$ 500 mil e 360 dias-multa para cada réu.A defesa informou que irá recorrer e reafirmou confiança nas instâncias superiores. O Tribunal de Justiça da Paraíba deve retomar a análise de um pedido de habeas corpus relacionado ao caso.

Habeas corpus negado por unanimidade

Em novo pedido de habeas corpus analisado nesta terça-feira (24), o Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu, de forma unânime, manter a prisão preventiva de Hytalo Santos e Israel Vicente. O julgamento ocorreu na Câmara Criminal, sob relatoria do desembargador João Benedito, com votos acompanhados pelos desembargadores Ricardo Vital e Carlos Beltrão.

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