O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, fez duras críticas neste sábado (03) à ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Em publicação nas redes sociais, o líder boliviano comparou o presidente norte-americano, Donald Trump, ao ditador nazista Adolf Hitler e acusou os EUA de promoverem violência, saques e violações do direito internacional.
Na mensagem, Morales afirmou que a política externa dos Estados Unidos tem sido marcada por interesses econômicos e pela exploração de recursos naturais, além da criminalização de povos e lideranças que se opõem ao que classificou como imperialismo.
“Trump é o novo Hitler do mundo. Com a força das armas, a ambição por recursos naturais, o ódio, a difamação e a criminalização de povos e líderes anti-imperialistas, invade, mata e assalta países impunemente, diante do silêncio cúmplice de muitos”, escreveu.
O ex-presidente boliviano também criticou a sociedade norte-americana, afirmando que a população dos Estados Unidos sofre os impactos das ações do próprio governo. Segundo ele, bilhões de dólares em impostos estariam sendo usados em guerras, enquanto áreas como saúde, educação e bem-estar social seriam deixadas de lado.
Morales defendeu ainda uma reação da comunidade internacional contra Washington. Para ele, os países do mundo deveriam se unir para levar Trump e seus aliados à Corte Penal Internacional, sob acusações de genocídio, violação da soberania de nações e desrespeito ao direito internacional.
Ao encerrar a publicação, Evo Morales fez um apelo contra o que chamou de normalização da violência global e pediu o fim do silêncio diante das ações militares dos Estados Unidos.
As declarações se somam a críticas feitas por outros líderes políticos da América Latina e de diferentes partes do mundo, que alertam para o risco de uma escalada militar e para possíveis consequências à estabilidade regional e internacional.
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