Um recente relatório da representação comercial da Casa Branca classificou políticas econômicas brasileiras como entraves estratégicos aos interesses dos Estados Unidos. O documento cita desde a popularidade do sistema Pix até a tributação sobre compras internacionais como fatores que prejudicam a competitividade de empresas americanas no mercado nacional.
A gestão do Pix pelo Banco Central é um dos pontos centrais de crítica por supostamente privilegiar a ferramenta local em detrimento de operadoras de pagamentos estrangeiras. Além disso, o órgão americano contesta o Projeto de Lei 4.675, que visa ampliar o rigor do Cade sobre grandes plataformas digitais que faturam bilhões globalmente.
O monitoramento detalha que o Brasil mantém barreiras tradicionais, como a lentidão na análise de patentes e restrições sanitárias para produtos de origem animal. As cotas de tela para produções audiovisuais e as tarifas sobre o etanol também figuram na lista de reclamações formais de Washington.
As taxas de importação brasileiras foram apontadas como elevadas, atingindo uma média de 12,5% para o setor industrial e 9% para o agronegócio. Exportadores americanos alegam que a variação constante entre as alíquotas prometidas e as aplicadas gera um ambiente de incerteza para o comércio exterior.
O relatório de oito páginas serve de base para uma investigação que pode culminar em sanções comerciais contra produtos brasileiros nos próximos meses. Essa análise rigorosa do governo dos Estados Unidos reforça a pressão diplomática sobre a regulação econômica e digital adotada pelo Palácio do Planalto.
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