O empresário Robson Martins articula a recriação do passeio turístico da Maria-Fumaça no trecho entre Tracuateua e Bragança, no nordeste do Pará, como forma de resgatar parte simbólica da antiga estrada de ferro Belém–Bragança. Segundo ele, a ideia vem sendo construída há cerca de 15 anos e, agora, começa a ganhar forma com a entrada de apoio técnico especializado.
“Esse sonho começou quando tive meu primeiro contato com o trem turístico que faz a rota Tiradentes–São João del Rei, em Minas Gerais. Desde então, passei a conhecer rotas ferroviárias turísticas e a imaginar a Maria-Fumaça de volta à nossa região”, afirmou Martins. Ele diz que também participou das discussões do primeiro projeto voltado à rota turística Belém–Bragança, o que ajudou a manter a proposta ativa ao longo do tempo.
Ralf e a experiência nacional na preservação ferroviária
A articulação envolve o empresário Ralf, de Santa Catarina, que integra a diretoria e é um dos fundadores da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. Em vídeo, ele relata que hoje coordena iniciativas no Sul do país, onde há trens turísticos em operação, incluindo composições movidas por locomotivas a vapor. “Nós temos cinco trens operando. Um com diesel e quatro com locomotivas a vapor”, disse.
Ralf também afirma ter uma ligação pessoal com Bragança. “Acabei conhecendo minha esposa, que é de Bragança, e o avô dela trabalhou na ferrovia aqui. Quando vim pela primeira vez, há oito anos, eu já tinha essa curiosidade de conhecer a estrada de ferro e sempre quis ver o trem voltar, nem que fosse em um pequeno trecho”, declarou.
Turismo, memória e próximos passos
Segundo Robson Martins, o projeto busca valorizar o patrimônio ferroviário e fortalecer a identidade regional. “Mais do que turismo, é um movimento de pertencimento. A volta da Maria-Fumaça é o reencontro com nossas raízes e a chance de criar novas oportunidades para as futuras gerações”, afirmou.
O empresário diz que a iniciativa já entrou no radar de gestores públicos e lideranças políticas. “A gente já tem o principal, que é a vontade das entidades envolvidas. Agora vamos montar esse quebra-cabeça para viabilizar”, disse. A expectativa do grupo é avançar com estudos técnicos, parcerias e definição do modelo de operação para tornar o passeio possível entre Tracuateua e Bragança.












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