O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagou cerca de R$ 2 milhões a influenciadores digitais e artistas para participação em campanhas publicitárias desde 2025. Os repasses foram realizados por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), responsável pela divulgação de programas e ações oficiais do governo federal.
Entre os maiores valores pagos está o da atriz Dira Paes, que recebeu R$ 470 mil pela participação na campanha do programa Celular Seguro, voltado à proteção de aparelhos em casos de roubo ou perda. Já o carnavalesco Milton Cunha foi contratado por R$ 310 mil para divulgar ações do Ministério da Saúde.

Além dos nomes mais conhecidos, ao menos 55 influenciadores digitais receberam cachês que variam de R$ 1 mil a R$ 124,9 mil. Os conteúdos produzidos tinham como objetivo divulgar políticas públicas, programas governamentais e ações institucionais. Também houve participação de outros nomes sem pagamento direto, em ações viabilizadas por parcerias com plataformas digitais contratadas pelo governo.
De acordo com a Secom, a estratégia de utilizar influenciadores reflete mudanças nos hábitos de consumo de informação da população, com aumento do tempo de uso das redes sociais e maior engajamento com conteúdos digitais. A pasta afirma ainda que os pagamentos são realizados por meio das agências de publicidade contratadas, dentro dos contratos vigentes
Maiores cachês pagos:
- Dira Paes — R$ 470 mil
- Milton Cunha — R$ 310 mil
- Matheus Buente — R$ 124,9 mil
- Morgana Camila — R$ 119,25 mil
- Vitor DiCastro — R$ 90 mil
- Anaterra Oliveira — R$ 50 mil
- Rodrigo Góes — R$ 50 mil
- Gabriela Ferreira — R$ 40 mil
- Giovana Fagundes — R$ 40 mil
- Matheus Sodré — R$ 40 mil
Os dados sobre os pagamentos foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, após decisão da Controladoria-Geral da União (CGU), que determinou a divulgação dos valores detalhados. Inicialmente, haviam sido informados apenas os nomes dos participantes das campanhas.
A utilização de influenciadores em ações de comunicação institucional não é inédita. A prática também foi adotada em governos anteriores, embora com valores menores, segundo os dados disponíveis.
Com informações da Folha de São Paulo*
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