Convocado a reassumir cargo na PF, Eduardo Bolsonaro se nega voltar ao trabalho e desafia corporação nas redes sociais - Estado do Pará Online

Convocado a reassumir cargo na PF, Eduardo Bolsonaro se nega voltar ao trabalho e desafia corporação nas redes sociais

Sem mandato e morando fora do país desde o ano passado, ex-deputado foi convocado a reassumir o cargo de escrivão da PF, do qual se afastou para seguir carreira política

Foto: Schmidt/Metrópoles

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) respondeu publicamente à intimação da Polícia Federal para que retorne ao cargo de escrivão da corporação. A manifestação foi feita por meio das redes sociais, após a PF determinar o retorno automático do servidor ao cargo efetivo, depois da perda do mandato parlamentar.

Na publicação, Eduardo Bolsonaro afirmou que não pretende reassumir a função e fez duras críticas à cúpula da Polícia Federal e às instituições. Em tom agressivo, ele comparou a PF à Gestapo, polícia secreta do regime nazista na Alemanha.

“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, escreveu.

Eduardo Bolsonaro estava afastado da Polícia Federal desde que assumiu mandato na Câmara dos Deputados, o que é permitido pela legislação. No entanto, ele perdeu o mandato em 2025 após não atingir o número mínimo de presenças em sessões deliberativas.

Desde março de 2025, o ex-parlamentar reside nos Estados Unidos. Até o momento, não há informações oficiais sobre eventual processo administrativo, pedido de exoneração ou possíveis sanções em decorrência do não retorno ao cargo.

A Polícia Federal ainda não se manifestou publicamente sobre as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro.

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