Com a intensificação do período chuvoso em Belém, tutores de animais domésticos têm observado o surgimento incomum de carrapatos em cães. De acordo com especialistas, a combinação entre altas temperaturas e umidade elevada cria condições favoráveis para a proliferação do parasita, comum em regiões de clima quente e úmido, como a capital paraense.
Segundo o médico veterinário Rodrigo Brito, clínico geral e dermatologista veterinário (CRMV-PA 4356), o ciclo de vida do carrapato depende diretamente desses fatores ambientais, o que explica a maior incidência em períodos chuvosos. Em Belém, onde o calor e a umidade são constantes ao longo do ano, o problema tende a ser ainda mais recorrente.
Além de se alojarem nos animais, os carrapatos também se espalham pelo ambiente. Estando fora do corpo do cão, o controle apenas com o uso de medicamentos é dificultado. “A maior parte dos carrapatos está no ambiente, principalmente em frestas de paredes, mato e entulhos”, explica o veterinário.
Sobre a higienização do espaço, o especialista alerta que o uso de produtos químicos sem orientação pode representar riscos à saúde dos animais. Segundo ele, dedetizações devem ser feitas com cautela, já que muitos produtos são tóxicos e podem causar problemas aos cães quando aplicados de forma inadequada.

O carrapato pode transmitir doenças conhecidas como hemoparasitoses, popularmente chamadas de “doença do carrapato”. Entre as mais comuns estão infecções causadas por protozoários e bactérias, que podem provocar sintomas como falta de apetite, apatia, vômitos, diarreia, claudicação e até sangramento nasal, aos quais os tutores devem estar atentos. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para complicações severas.
Um dos principais erros cometidos pelos tutores é minimizar a presença do parasita. “As doenças transmitidas pela picada do carrapato podem ser letais para os cães”, alerta o veterinário.
Para evitar infestações, o especialista reforça que o controle deve ser feito durante todo o ano, especialmente na região amazônica. O uso regular de produtos ectoparasiticidas, como comprimidos, pipetas e coleiras repelentes, aliado à limpeza adequada do ambiente, é fundamental.
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