Chefa da polícia da Filadélfia chama Trump de 'criminoso' ao criticar ações do ICE - Estado do Pará Online

Chefa da polícia da Filadélfia chama Trump de ‘criminoso’ ao criticar ações do ICE

Declaração ocorre em meio a tensão nacional após morte de cidadã americana durante operação federal e debates sobre prisões de imigrantes.

Reprodução/Redes Sociais

A chefa da polícia da Filadélfia, Rochelle Bilal, chamou o presidente Donald Trump de “criminoso” ao criticar ações do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), em pronunciamento que intensifica o debate em torno da política migratória e das prisões de imigrantes consideradas ilegais pelo governo federal.

Bilal fez a declaração após uma operação de imigração em Minneapolis que terminou com a morte da cidadã americana Renee Nicole Good, baleada por um agente do ICE durante uma ação de fiscalização. Vídeos divulgados e lideranças locais contestam a versão oficial de que a vítima teria tentado atacar agentes com o veículo.

Em sua fala, a chefe policial questionou a legitimidade e os métodos usados por agentes federais. Segundo Bilal, “profissionais de verdade da aplicação da lei não usam máscaras” e “não atiram contra veículos em movimento”, ao se referir a práticas que, de acordo com ela, não correspondem a padrões policiais aceitos.

Críticas e promessas de responsabilização

Bilal afirmou que, na Filadélfia, agentes federais que cometerem crimes durante operações serão responsabilizados. “Se vierem a esta cidade e cometerem crimes, não vão se esconder. Ninguém será retirado às pressas para ocultar identidade”, declarou, ao comentar possíveis confrontos jurídicos entre autoridades locais e federais.

A chefe policial também classificou o ICE como uma força “falsa” e “inventada” e afirmou que Trump, a quem voltou a se referir como “o criminoso na Casa Branca”, não conseguiria impedir a responsabilização judicial de agentes envolvidos em abusos.

Mortes e controvérsia nas operações de imigração

A morte de Renee Good, de 37 anos, provocou protestos e críticas em diferentes regiões dos Estados Unidos, reacendendo o debate sobre a estratégia migratória da gestão Trump e o papel de agências federais em operações internas.

Autoridades federais sustentam que o agente atuou em legítima defesa, enquanto críticos apontam uso excessivo da força e falta de transparência nos procedimentos. O episódio também impulsionou ações judiciais e mobilizações de governos estaduais contra a ampliação das operações do ICE, sob alegação de excesso de autoridade.

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