Candidatos com autismo podem obter CNH no Pará, desde que aprovados em exames - Estado do Pará Online

Candidatos com autismo podem obter CNH no Pará, desde que aprovados em exames

Pessoas com Transtorno do Espectro Autista têm direito à habilitação, mediante avaliação médica e aprovação nas etapas obrigatórias

Foto: Ag. Pará/Reprodução

Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm direito de tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Pará, desde que sejam aprovadas em todas as etapas obrigatórias do processo. A informação foi reforçada pelo Departamento de Trânsito do Estado (Detran).

Segundo o examinador de trânsito Juarez Castro, os candidatos precisam demonstrar capacidade técnica e comportamento seguro ao volante durante os testes. “Os candidatos precisam ser aprovados nos exames e testes exigidos e demonstrarem um comportamento seguro ao dirigir”, afirmou.

Avaliação é feita de forma individual

De acordo com o Detran, não existem restrições legais automáticas para pessoas com autismo dirigirem no Brasil. A análise é feita caso a caso, considerando as condições médicas e psicológicas do candidato.

Para iniciar o processo, é necessário:

• Ter 18 anos completos

• Saber ler e escrever

• Apresentar laudo médico comprovando a condição

Durante o exame médico, o candidato deve informar o diagnóstico ao profissional da clínica credenciada. A partir disso, o caso é encaminhado para uma junta médica com três especialistas, que avalia a aptidão para dirigir.

Processo segue etapas padrão

Após a liberação médica, o candidato segue o mesmo processo dos demais:

• Aulas teóricas

• Prova teórica

• Aulas práticas

• Exame prático

A aprovação na prova prática garante a emissão da CNH provisória.

As aulas podem ser feitas em autoescolas ou com instrutores credenciados ao Detran.

Avaliações continuam após habilitação

Conforme a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), a inaptidão costuma ocorrer apenas em casos de déficit intelectual moderado ou grave ou quando há dificuldade significativa para realizar múltiplas tarefas.

Mesmo após a habilitação, condutores com TEA passam por avaliação psicológica em todas as renovações da CNH.

Para Juarez Castro, o processo pode exigir adaptações no ensino, mas não impede a conquista da autonomia. “A independência é um objetivo alcançável e um direito que deve ser assegurado às pessoas com TEA”, destacou.

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