Segundo boto é encontrado morto em menos de uma semana em Mosqueiro - Estado do Pará Online

Segundo boto é encontrado morto em menos de uma semana em Mosqueiro

Animal foi localizado por moradores enrolado em malhas de pescaria na faixa de areia

Foto: Reprodução/Instagram

Um boto-cor-de-rosa foi encontrado morto na praia do Farol, localizada na ilha de Mosqueiro, distrito de Belém, no Pará. O animal foi localizado por moradores da região já sem vida e enrolado em malhas de pescaria.

Após encontrarem o animal na faixa de areia, os moradores acionaram as autoridades. Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas da morte, nem confirmação sobre quais medidas serão adotadas por órgãos ambientais para investigar o caso.

Outro boto foi encontrado morto na mesma praia

O caso ocorre menos de uma semana após outro boto-cor-de-rosa ser encontrado morto também na praia do Farol, na terça-feira (24).

Na ocasião, equipes do 20º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) foram acionadas e realizaram a retirada do animal, que foi encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para os procedimentos necessários.

As circunstâncias da morte não foram informadas.

Antes desses casos, um boto-cor-de-rosa foi encontrado encalhado no canal da rua União com a travessa Mauriti, no bairro do Marco, em Belém, no dia 17 de março.

O animal foi resgatado por equipes do Instituto BioMA, ligado à Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com apoio do Corpo de Bombeiros e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
Após o resgate, o boto foi encaminhado para avaliação e cuidados especializados sob responsabilidade da UFRA.

Investigação e denúncias ambientais

Na época do primeiro registro, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) informou que não havia sido notificada sobre o caso.

O órgão destacou que denúncias ambientais podem ser feitas por meio do aplicativo “Semas Pará”, além dos canais de ouvidoria da secretaria.

A repetição de casos em um curto intervalo de tempo levanta preocupação sobre os riscos enfrentados pelos botos na região, especialmente relacionados a redes de pesca e possíveis práticas irregulares de pesca.

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