A capital paraense entra em uma nova etapa de planejamento climático ao participar da oficina “Depois da COP30: da análise à ação para a gestão integrada do risco e da adaptação climática em Belém”, promovida pela União Europeia, marcada para o dia 4 de fevereiro de 2026, das 9h às 12h, em formato online.
O encontro busca transformar estudos técnicos já produzidos em medidas prioritárias e aplicáveis, fortalecendo a integração entre políticas de adaptação climática e redução de riscos urbanos.
A iniciativa dá sequência a debates iniciados em abril de 2025, quando um primeiro seminário abordou os impactos dos alagamentos e a necessidade de unir estratégias ambientais e de defesa civil.
Com perfil prático, a oficina pretende estruturar listas de ações validadas, orientações sobre governança do risco e uma síntese executiva com encaminhamentos para as próximas fases do processo.
Entre os focos centrais está a conexão entre o Plano Local de Ação Climática (PLAC) e o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), ambos lançados no segundo semestre de 2025.
A proposta é consolidar um novo marco legal municipal, alinhado às diretrizes internacionais de resiliência urbana e enfrentamento das mudanças climáticas.
“Este evento é uma oportunidade única de transformar dois planos lançados no final de 2025 em ações estratégicas. Ele organiza e prioriza iniciativas já existentes e aproxima a gestão municipal da agenda internacional de adaptação e redução de riscos de desastres. Para Belém, isso significa avançar de forma concreta na implementação de políticas integradas, por meio de um marco legal que unifica ações de proteção à natureza e às comunidades, especialmente as mais vulneráveis a ilhas de calor, alagamentos, inundações e erosão, agravados pelas mudanças climáticas”, destacou a doutoranda em resiliência climática e assessora técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) Bárbara Paiva.
Durante a programação, o diagnóstico municipal elaborado por consultoria da União Europeia será cruzado com as diretrizes do PLAC, garantindo que as ações escolhidas sigam o planejamento climático já estabelecido.
Segundo a Semma, integrar áreas que tradicionalmente atuam separadas amplia a efetividade das políticas públicas e facilita o acesso a fontes de financiamento nacionais e internacionais.
A oficina contará com representantes de órgãos municipais, estaduais, instituições federais, universidades, centros de pesquisa, sociedade civil e organismos multilaterais.
A metodologia prevê apresentações técnicas, debates interinstitucionais e grupos de trabalho virtuais, com foco na governança e no uso estratégico de dados de risco.
Apesar do apoio europeu, o encontro não prevê anúncio de recursos financeiros diretos. O objetivo é qualificar planos e ações locais para que o município esteja apto a buscar futuramente investimentos em fundos voltados à adaptação climática.
A expectativa é que, com o alinhamento técnico e institucional, Belém avance de forma mais estruturada na prevenção de impactos como inundações, erosão, ilhas de calor e eventos extremos.








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