Um áudio atribuído ao vereador Zezinho Lima (PL), com ameaças, xingamentos e tentativa de intimidação contra a vereadora Marinor Brito (PSOL), passou a circular em redes sociais e em grupos de mensagens ligados ao Legislativo de Belém. No conteúdo, o parlamentar utiliza linguagem de baixo calão e faz ameaças de retaliação para que a vereadora deixe de citá-lo publicamente.
Na gravação, o vereador afirma que a parlamentar deve “respeitá-lo” e “parar de tocar” em seu nome, além de ameaçar “inventar” fatos contra ela. O teor do áudio extrapola o debate institucional e concentra ataques pessoais e intimidação direta.
Intimidação e violência política de gênero
O conteúdo atribuído a Zezinho Lima reúne elementos associados à violência política de gênero, conforme definição da Lei nº 14.192/2021, que trata de ameaças, constrangimento, assédio e tentativas de impedir ou dificultar o exercício do mandato de mulheres eleitas.
A linguagem ofensiva dirigida a uma mulher no exercício da função pública é apontada por entidades e órgãos eleitorais como prática recorrente de misoginia na política, utilizada para deslegitimar, constranger ou silenciar parlamentares.
Repercussão institucional
Após a circulação do áudio, o PSOL informou ter adotado providências no âmbito da Câmara Municipal de Belém, incluindo representação por quebra de decoro parlamentar. O caso ampliou o debate sobre limites do embate político e a aplicação de mecanismos legais de proteção às mulheres na política.
Em manifestações públicas, Zezinho Lima afirmou que se considera alvo de perseguição política e que confia na Justiça. A Presidência da Câmara ainda não divulgou posicionamento oficial sobre eventuais medidas administrativas ou disciplinares relacionadas ao episódio.










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