As estatísticas divulgadas neste domingo (8) pelo Instituto Sou da Paz revelam um cenário preocupante sobre a letalidade feminina no Brasil. O levantamento indica que as armas de fogo protagonizaram quase metade dos óbitos violentos de mulheres registrados no último ano.
O relatório aponta que 3.642 mulheres foram vítimas de homicídio em 2024, baseando-se em dados oficiais do Ministério da Saúde. Embora tenha ocorrido uma redução de 5% nesses crimes desde 2020, o índice de queda entre o público masculino foi três vezes superior.
A alta capacidade letal do armamento é o fator determinante para a sua predominância nas ocorrências fatais contra o gênero feminino. Pesquisadores do instituto alertam que as chances de morte em episódios de violência aumentam em 85% quando há uma arma de fogo envolvida.
Os feminicídios representaram 40% do total de assassinatos de mulheres em 2024, consolidando uma tendência de alta em relação ao ano anterior. Nessas situações específicas, o uso de armas brancas ainda supera o de fogo, correspondendo a 48% das execuções identificadas.
O ambiente doméstico configura-se como o local mais perigoso, concentrando 45% das ocorrências onde o endereço foi devidamente identificado. Por outro lado, os crimes cometidos em vias públicas costumam estar mais associados ao emprego de pistolas e revólveres.
Houve uma retração de 19% nas mortes por tiros dentro das residências nos últimos quatro anos, indicando uma mudança na dinâmica da violência. Em contrapartida, os assassinatos domiciliares cometidos por outros meios apresentaram um crescimento de 16% no mesmo intervalo.
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