A senadora Damares Alves divulgou uma lista de pastores e igrejas citadas em requerimentos apresentados no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS), após a repercussão de declarações feitas por ela sobre o envolvimento de lideranças evangélicas em apurações relacionadas a fraudes e desvios envolvendo benefícios previdenciários.
A divulgação ocorreu depois de críticas públicas do pastor Silas Malafaia, que questionou a ausência de nomes nas declarações iniciais da senadora e cobrou que fossem identificados os líderes e instituições mencionados, além de eventuais pedidos de silêncio atribuídos a integrantes do meio religioso.
Requerimentos e base documental
Segundo Damares, os nomes divulgados constam em requerimentos protocolados e deliberados no âmbito da CPMI do INSS, e os documentos estariam disponíveis nos registros oficiais do Congresso. A senadora destacou que é autora do requerimento de criação da comissão e integrante titular do colegiado, defendendo que as investigações ocorram com responsabilidade, imparcialidade e sustentação documental.
Entre as instituições religiosas citadas em requerimentos estão a Adoração Church, a Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church e a Igreja Evangélica Campo de Anatote. Os pedidos envolvem solicitações de informações e, em alguns casos, medidas de aprofundamento financeiro, conforme deliberação da comissão.
Líderes mencionados e repercussão
Segundo Damares, entre os nomes citados está Fabiano Campos Zetel, pastor ligado à Igreja Lagoinha e alvo de operação recente da Polícia Federal. Também foram mencionados André Machado Valadão, César Bellucci, Péricles Albino Gonçalves e André Fernandes, todos citados em requerimentos de convite, convocação ou pedidos de apuração no âmbito da CPMI.
Após a divulgação, Silas Malafaia voltou a se manifestar afirmando que as denúncias, quando feitas de forma generalizada, podem atingir a imagem das igrejas de maneira ampla. A CPMI do INSS tem prazo inicial de funcionamento até março de 2026, com possibilidade de prorrogação para aprofundamento das investigações.












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