O Paysandu escreveu mais um capítulo amargo na centenária do clube, que ostenta os principais feitos do futebol da região norte, como a Copa dos Campeões e a inédita participação de um nortista na Conmebol Libertadores. A goleada de 7 a 0 sofrida para o Nacional, do Amazonas, nessa quinta-feira, 9, pela Copa Norte, colocou em cheque o futuro do clube.
Desde o rebaixamento à Série C, em novembro de 2025, o Paysandu vem vivendo um processo de reconstrução. Fora de campo, renúncia de Presidente, troca de gestão e até uma recuperação judicial para livrar o clube de uma possível falência.
Nacional-AM aplica goleada histórica de 7 a 0 no Paysandu
Nas quatro linhas, o Paysandu usou a muleta de “categoria de base” para “reinventar” o clube. Desde as chegadas de Marcelo Sant’ana e Junior Rocha, o clube usou – reforçando o posicionamento do presidente Marcio Tuma e do diretor de futebol Alberto Maia -, de forma repetida, o discurso de que “a base seria valorizada” e incluída na equipe principal. De início, o efeito foi positivo.
No Campeonato Paraense deste ano, atletas como Luccão, Iarley, Pedro Henrique, Cauã Dias e Brian foram utilizados somados a experiência de Gabriel Mesquita, Edilson, Castro, Caio Mello, Marcinho e Ítalo. Resultado: Paysandu campeão estadual.
Porém, a virada de chave para o calendário cheio acabou evidenciando uma dura realidade do futebol paraense. Sem estrutura, os “crias” foram jogados no fogo e a queimadura foi de sete graus.
Em um planejamento onde a Série C do Campeonato Brasileiro virou – de forma justa! – o principal objetivo do ano, a base passou a formar a equipe que disputa a Copa Norte.
No primeiro jogo – pela segunda rodada do torneio -, derrota para o Guaporé em Rondônia. Agora, contra o Nacional, um sonoro 7 a 0 para condicionar todo o futuro de uma geração.
Ao todo, 13 atletas do sub-20 foram “enviados” para o jogo na Arena da Amazônia, em um claro processo onde o termo “valorização” virou algo banal. Entre os titulares, oito eram oriundos das categorias de base do clube.
Sem estrutura para tal, o Paysandu expôs jogadores promissores, como Matheus Capixaba, Settimo Arthur, Klayvert e Miguel Ângelo, àquela que seria a maior derrota da história do futebol paraense em anos.
Risco este que precisa ser assumido de forma integral pela gestão liderada por Marcio Tuma e encontrar, o quanto antes, uma nova rota para reparar o erro com os atletas que – ainda – podem garantir o futuro do Paysandu, que segue imerso em uma crise financeira e, agora, tentando não entrar em uma crise dentro de campo.
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