Análise: dupla Re-Pa vive momento de reconstrução e consolidação - Estado do Pará Online

Análise: dupla Re-Pa vive momento de reconstrução e consolidação

Além de Leão e Papão, Águia e Tuna iniciaram no final de semana a disputa do Brasileirão com resultados iguais.

Fotos: Raul Martins/Remo e André Moreira/Paysandu

O mês de abril chegou trazendo a complementação do calendário de jogos para Paysandu, Tuna e Águia. Além disso, trouxe ainda uma esperança dentro do processo de reconstrução do Remo, agora sob o comando de Léo Condé e com boas perspectivas dentro da temporada.

Em um ano que iniciou, de forma efetiva, no dia 24 de janeiro, os dois principais clubes do Pará passam por processos diferentes dentro de campo. Enquanto o Paysandu tem um trabalho consistente sob o comando de Junior Rocha, o Remo ainda busca a consolidação do plano montado por Léo Condé.

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Do lado azulino, o recorte com o treinador do interior de Minas Gerais é, ao mesmo tempo, positivo e negativo. A parte ruim fica por conta dos resultados. Em oito partidas, são cinco derrotas, uma vitória e dois empates. No entanto, o balanço passa a ser favorável quando o assunto é desempenho.

Desde que assumiu a equipe, na partida contra o Fluminense, no dia 12 de março, o Remo vem tendo uma evolução na forma de jogar, algo não visto em pouco mais de dois meses sob o comando de Juan Carlos Osório.

Desde que chegou ao clube, há cerca de um mês, Léo Condé vem remontando o Remo, com sinais claros de evolução nos últimos jogos. (Foto: Raul Martins/Remo)

Um dos problemas da equipe em 2026 vinha sendo o sistema defensivo. Em termos de comparação, nesta temporada, são 28 gols marcados e 31 sofridos em um total de 23 jogos. No entanto, nesse domingo, 5, contra o Grêmio, o placar zerado foi o primeiro do Remo sem sofrer gols no Brasileirão.

No processo de reconstrução, Léo Condé está potencializado os “problemas” de outrora. Nos últimos dois jogos em que esteve em campo – contra Bahia e Grêmio -, o volante Patrick, então alvo da torcida, passou a ter atuações mais consistentes.

Contra o clube gaúcho, por exemplo, ele acertou 81% de passes, três de quatro desarmes e quatro bolas recuperadas, além de uma finalização, segundo dados do Sofascore.

Por outro lado, a conclusão ao gol adversário passa a ser o principal desafio do treinador agora. Nesse mesmo jogo, Taliari perdeu gol em baixo da trave e Alef Manga desperdiçou pênalti. Evidenciando uma nova etapa do trabalho de correções de Léo Condé.

Estabilidade

Na contramão azulina, o rival Paysandu vem tendo um 2026 de bem com a torcida. Campeão Paraense em cima do Remo, os bicolores iniciaram a Série C, nesse domingo, com vitória fora de casa em cima do Volta Redonda.

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Mesmo com a pressão do mercado, que já “consultou” a situação com o Paysandu por mais uma vez, o técnico Junior Rocha conseguiu mobilizar elenco e torcida e está conduzindo o clube em uma temporada de recomeços.

A crise financeira sinalizada na passagem de 2025 para 2026 virou secundária em meio aos resultados dentro de campo. Em 14 jogos, são nove vitórias, dois empates e apenas três derrotas. Números que refletem um momento de estabilidade bicolor dentro e fora das quatro linhas.

No planejamento bicolor, o encaixe de peças como Marcinho e Ítalo como pilares da equipe dentro de campo, aliado ao trabalho externo executado pelo departamento de futebol, sob liderança do executivo Marcelo Sant’Ana e do ex-presidente Alberto Maia, reforçam o momento bicolor.

Junior Rocha e Marcelo Sant’Ana: dupla é um dos responsáveis por colocar o Paysandu nos trilhos em 2026. (Foto: Matheus Vieira / Paysandu)

Dentro da situação bicolor para este ano, a montagem do elenco uniu atletas experientes com os oriundos das categorias de base. Ao todo, 17 contratações foram feitas e 11 foram alçados do sub-20 ao profissional. Dentro eles, pelo menos cinco estão alternando entre os titulares – Luccão e Iarley na zaga, Pedro Henrique e Brian no meio de campo e Kauã Hinkel no ataque. Processo esse que vem dando resultado e refletindo nos resultados em campo.

Além do início da Série C do Brasileirão, este mês de abril reserva ao Paysandu o começo da quinta fase da Copa do Brasil. Contra o Vasco, os bicolores terão duas partidas – a primeira no dia 22 em Belém e a segunda em maio no Rio de Janeiro – valendo mais de R$ 3 milhões.

Caso avance de fase, a tendência é que o valor seja usado para estruturar ainda mais a equipe para a sequência da temporada.

Série D em evidência

Fechando o quarteto paraense desta temporada, Tuna e Águia tiveram estreias semelhantes no Campeonato Brasileiro da Série D. Em Marabá, o Azulão empatou em 1 a 1 com o Trem do Amapá e a Tuna, jogando em Augusto Corrêa, ficou no zero a zero com o Imperatriz, do Maranhão.

A dupla disputa pela segunda vez seguida da Série D. E, mais do que ir bem, o foco é chegar às quartas de final da competição para disputar o acesso.

Nos últimos anos, mesmo com boas campanhas na primeira fase, a queda no primeiro mata-mata colocaram Tuna e Águia em clima de frustação.

Gabriel Furtado retornou a Tuna para reforçar o time na Série D. (Foto: William Pereira/Tuna)

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