O portal Estado do Pará Online (EPOL) divulga, neste domingo (16), os resultados de uma pesquisa online inédita que mensurou a aprovação dos paraenses em relação aos governos federal, estadual e municipal. O levantamento começou no último dia 8 de fevereiro e terminou no dia 11 do mesmo mês.
Além da avaliação geral de políticos como o presidente da República, senadores, governador, deputados e prefeitos, o levantamento também investigou a opinião da população sobre a proteção aos direitos indígenas no Estado, tema que gerou protestos desde o dia 14 de janeiro, e sobre a greve dos professores, iniciada em janeiro de 2025.
Outro ponto analisado foi o consumo de informação no Pará, identificando quais meios de comunicação são mais utilizados pela população e quais possuem maior credibilidade. A pesquisa online seguiu as determinações da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e permitiu apenas uma resposta por dispositivo.
Diógenes Brandão, CEO do EPOL, destacou a atuação do portal durante as eleições municipais de 2024 e afirmou que a presente pesquisa se trata de um levantamento em formato de enquete online, mostrando um panorama geral do cenário.
“Nas eleições passadas, o EPOL contratou três institutos de pesquisa para aferir a preferência do eleitor paraense e manter nossos leitores informados. Agora, em formato de enquete, realizamos a primeira pesquisa on-line com o intuito de experimentar essa modalidade de coleta de dados e informações junto ao nosso público internauta. Estamos iniciando nesta seara com a convicção de que temos muito a aprender para que esse tipo de pesquisa utilize as metodologias científicas e garanta o máximo de confiança nas informações coletadas”, expressou.
Avaliação
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Avaliação do governo revelou que 33,5% dos entrevistados classificam a gestão como “ótima”, enquanto 22,8% a consideram “boa”. Outros 16,2% avaliaram como “regular”. Por outro lado, 11,4% classificaram como “ruim”, e 14,1% como “péssima”. Apenas 0,5% disseram “não saber” ou não ter opinião sobre o assunto.
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Sobre a avaliação do governo do presidente Lula apontou que 26,5% dos entrevistados classificam a gestão como “ótimo”, enquanto 21,6% a consideram “bom”. Outros 16,2% avaliaram como “regular”. Por outro lado, 9,2% classificaram como “ruim”, e 25,4% como “péssima”. Apenas 1,1% afirmaram não saber ou não ter opinião sobre o assunto.
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Sobre a avaliação do primeiro mês de governo dos prefeitos nas cidades pesquisadas revelou que 25,9% dos entrevistados consideram a gestão “ótima”, enquanto 22,7% a classificam como “bom”. Outros 26,5% avaliaram como “regular”. Já 9,2% consideram “ruim”, e 11,9% apontam como “péssima”. Além disso, 3,2% disseram não saber ou não ter opinião sobre o assunto.
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Sobre qual deputado mais estadual trabalhou pelo estado do Pará apontou Fábio Freitas como o mais citado, com 34,27% das menções. Em seguida, aparecem Iran Lima com 25,28%, e a opção “não souberam ou não têm opinião”, com 6,74%.
Outros parlamentares mencionados foram Dirceu Tem Catem (4,49%), Livia Duarte (3,93%), Maria do Carmo (3,37%), Chicão, Chamozinho, Rogério Barra e Bordalo, cada um com 2,25%. Os demais deputados receberam menos de 2% das citações.
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Sobre qual deputado federal mais trabalhou pelo estado do Pará revelou que 22,2% dos entrevistados acreditam que nenhum parlamentar se destacou. A mais citada foi Elcione Barbalho, com 18,9% das menções, enquanto 17,3% afirmaram não saber ou não ter opinião sobre o assunto.
Entre os demais citados, aparecem Alessandra Haber (6,5%), Airton Faleiro e José Priante (ambos com 5,9%), Dilvanda Faro (3,2%), além de Renilce Nicodemos, Joaquim Passarinho, Éder Mauro e Delegado Caveira, cada um com 2,7%.
Já Olival Marques, Júnior Ferreira e Henderson Pinto foram mencionados por 2,2% dos entrevistados. Com menor índice de citações, aparecem Raimundo Santos (1,1%), seguidos por Keniston Braga, Cláudio Mariano e Andrea Siqueira, cada um com 0,5%.
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Sobre qual senador mais tem trabalhado pelo estado do Pará apontou Jader Barbalho como o mais citado, com 38,9% das menções. Em seguida, aparecem Beto Faro (15,7%) e Zequinha Marinho (7,6%).
Além disso, 28,6% dos entrevistados responderam que nenhum senador se destacou, enquanto 8,6% disseram não saber ou não ter opinião sobre o assunto.
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Sobre a questão indígena no Pará revelou que 33,5% dos entrevistados acreditam que o governo precisa melhorar as políticas para os povos indígenas. 31,9% apontam que o governo não tem dado atenção suficiente à questão indígena, enquanto 30,3% consideram que o governo tem feito um bom trabalho na proteção dos direitos indígenas.
Além disso, 3,8% dos entrevistados afirmaram não saber ou não ter opinião sobre o tema.
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Sobre a greve dos educadores no Pará mostrou que 43,2% dos entrevistados apoiam totalmente a greve e suas reivindicações. Outros 25,9% afirmam apoio parcial, mas acreditam que há excessos.
Enquanto 23,2% são contra a greve, pois acreditam que ela prejudica os estudantes, 7,0% disseram não saber ou não ter opinião sobre o assunto.
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Sobre o acordo e o fim da crise entre comunidades indígenas e professores revelou que 56,2% dos entrevistados consideram que o governador saiu enfraquecido. Por outro lado, 29,2% acreditam que o governador saiu fortalecido. Além disso, 14,1% afirmaram não saber ou não ter opinião sobre o assunto.
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Sobre os meios de comunicação mais utilizados para se informar revelou que 48,6% dos entrevistados se informam principalmente por meio das redes sociais (WhatsApp, Facebook, X/Twitter, Instagram, etc.). Em seguida, 37,8% preferem sites e portais de notícias, enquanto 10,3% ainda optam pela televisão.
Apenas 1,6% dos participantes se informam por meio de jornais impressos, e 0,5% utilizam rádio. Além disso, 0,5% afirmaram se informar por uma combinação de TV, rádio, jornal e mídias sociais.
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Sobre os meios de comunicação em que as pessoas mais confiam para se informar mostrou que 52,4% dos entrevistados confiam principalmente em sites e portais de notícias. Em seguida, 24,3% confiam nas redes sociais (WhatsApp, Facebook, X/Twitter, Instagram, etc.).
A televisão foi a escolha de 18,9% dos participantes, enquanto 2,2% confiam nos jornais impressos. Além disso, 1,1% confiam no rádio, e 0,5% afirmaram analisar todas as fontes de informação.
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A pesquisa revelou a distribuição dos participantes por cidade da seguinte forma:
• Belém: 60,9%
• Ananindeua: 12,9%
• Marabá: 4,3%
• Moju: 3,8%
• Soure: 1,6%
• Tracuateua, Redenção, Marituba: 1,1% cada
• Eldorado do Carajás: 1%
As seguintes cidades tiveram 0,5% de participação cada: Abel Figueiredo, Acará, Barcarena, Bragança, Breves, Capanema, Castanhal, Colares, Itupitanga, Marajó, Muaná, Navegantes, Pacajá, Paragominas, Parauapebas, Santarém, São Caetano de Odivelas, Simões e Vigia.
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A distribuição de sexo entre os participantes da pesquisa foi a seguinte:
• Feminino: 36,2%
• Masculino: 62,7%
• Outros: 0,5%
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A distribuição etária dos participantes da pesquisa é a seguinte:
• 16 a 24 anos: 6,5%
• 25 a 34 anos: 15,7%
• 35 a 44 anos: 30,8%
• 45 a 59 anos: 35,7%
• Acima de 59 anos: 10,8%
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A distribuição de nível de instrução dos participantes da pesquisa é a seguinte:
• Ensino Fundamental: 0,5%
• Ensino Médio: 17,8%
• Sem Escolaridade: 0,5%
• Ensino Superior/Pós: 80,5%
A distribuição religiosa dos participantes da pesquisa foi a seguinte:
• Acredito em Deus: 0,5%
• Agnóstico: 1,1%
• Ateu: 7,6%
• Candomblecista: 0,5%
• Católico: 44,3%
• Cristão: 3,2%
• Cristão sem religião: 0,5%
• Espiritualista: 0,5%
• Espírita: 2,2%
• Espiritualizada: 0,5%
• Evangélica: 34,1%
• IASD: 0,5%
• Matriz Africana: 0,5%
• Nenhuma: 0,5%
• Pagão: 0,5%
• Sem religião: 1,0%
• Shivista: 0,5%
• Umbandista: 0,5%
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