Política

STF reforça segurança para sessão sobre mensagens de Moraes e restringe acesso de jornalistas

Plenário terá acesso restrito, celulares serão lacrados e todos os participantes passarão por detectores de metais e equipamentos de raio X

Por Mayra Peniche
14/09/2026 às 17:05 • 3 min
Imagem ilustrativa

Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) terá um esquema especial de segurança para a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master. O acesso ao plenário será restrito a convidados previamente aprovados pelo Cerimonial da Corte, e jornalistas não poderão acompanhar a sessão diretamente do local.

Mesmo os profissionais autorizados a entrar no plenário deverão deixar os celulares desligados e lacrados durante toda a sessão. A medida foi informada pelo STF nesta segunda-feira (14).

Segundo a Corte, serão disponibilizadas, na entrada do plenário, sacolas de segurança do tipo lacre para os aparelhos. O rompimento do lacre dentro do espaço poderá resultar na retirada do responsável do local.

A restrição também atinge a imprensa. Profissionais credenciados poderão acompanhar a sessão apenas da marquise do prédio do STF, onde serão instalados telões, cadeiras e mesas para o trabalho dos jornalistas.

O Supremo justificou a limitação de acesso ao plenário pela capacidade reduzida do espaço.

Segurança reforçada

Além da restrição de acesso, o STF adotará procedimentos especiais de segurança para a sessão. Todos os pontos de entrada terão portais detectores de metais e equipamentos de raio X.

Para entrar no plenário, os convidados deverão passar pelos procedimentos de inspeção e segurança determinados pela Corte.

O planejamento envolve uma operação integrada entre a Secretaria de Polícia Judicial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e demais órgãos de segurança do Distrito Federal.

De acordo com o STF, a atuação conjunta inclui compartilhamento de informações de inteligência, avaliação de riscos e definição coordenada de efetivos e áreas de responsabilidade.

Também estão previstas medidas relacionadas a revistas, bloqueios, restrições do espaço aéreo e monitoramento de drones.

O Supremo informou ainda que participará das instâncias de coordenação da operação e adotará, dentro de sua área de responsabilidade, as medidas consideradas necessárias para reforçar a segurança durante a sessão.

Com informações do Metrópoles.

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