Política

PF encontra armas em endereço de Mário Frias durante operação sobre suspeita de desvio de emendas

Armamento atribuído ao deputado estaria regularizado, mas registrado em endereço diferente daquele onde foi localizado em Brasília; parlamentar é um dos alvos de 49 mandados de busca e apreensão

Por Daniel Vinagre
10/09/2026 às 10:09 • 2 min

Foto1: Polícia Federal | Foto2: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Polícia Federal encontrou armas atribuídas ao deputado federal Mário Frias (PL) durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao parlamentar, em Brasília, nesta quinta-feira (10). A diligência faz parte da Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Investigação apura desvio de recursos para produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As informações disponíveis até o momento indicam que as armas possuem registro. No entanto, a documentação do armamento apontaria um endereço diferente daquele em que as armas foram encontradas. Os investigadores ainda apuram as circunstâncias e a situação do material apreendido.

Frias está entre os alvos dos 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ordens judiciais são cumpridas no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

Suspeita de desvio de emendas

A “Operação Make Up” foi deflagrada pela PF com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação apura supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que foram repassados, por meio de termo de fomento, a duas organizaçãos, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC)

Segundo a PF, as investigações apontam para a possível existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar recursos recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As suspeitas incluem ainda tentativas de dissimulação dos supostos desvios que teriam se prolongado até julho de 2026.

Levantamentos financeiros realizados durante a investigação identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que, segundo a PF, integram o esquema investigado.

A operação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

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